8 de fev de 2016

Filme - O quarto de Jack (Room)



Assisti esse filme há mais de 24 horas, e ainda estou procurando as palavras certas para falar sobre ele. O Quarto de Jack (Room - título original), nos traz uma história tensa, cheia de dor e angústia, porém mostrada pelos olhos do doce Jack (Jacob Tremblay), um menino que acabou de completar 5 anos, e vive com sua mãe (Brie Larson) - que nos é apresentada de início como Ma - em um quarto de 10 m², onde a única fonte de iluminação natural é uma claraboia.

O filme causa uma sensação de desconforto em muito momentos, mesmo com a sutileza de como tudo é nos passado, já que estamos vendo as coisas do ponto de vista do Jack. Eu chorei em diversos momentos do filme, assim como também sorri. O filme te toca com pequenos detalhes, e as narrações na voz meiga do Jacob, que tem um quê poético, são de uma beleza tão incrível, toda a sua ingenuidade, mesmo sendo algo tão simples, toca você de uma forma absurda.

O filme já inicia com o drama do aniversário de 5 anos de Jack. Com o pouco que tem no quarto, sua mãe promete lhe fazer um bolo de aniversário "de verdade", mas não tem uma vela, e Jack quer uma vela. Em poucos minutos de filme, eu já estava completamente abalada emocionalmente. 


Vamos aos pouco conhecendo a vida dos dois dentro daquele ambiente limitado. A rotina dos dois é sempre a mesma, e Joy diz ao pequeno que o quarto é o mundo, não há mais nada lá fora, e tudo que ele assiste na TV não existe, não é real. Joy faz de tudo para tornar a vida do pequeno Jack menos desagradável, mas na medida que ele vai crescendo e sua curiosidade sobre as coisas aumentam ela vai tentar contar-lhe a verdade, e encontrar um meio de escaparem. Essa foi uma das cenas que mais me comoveu, quando Joy tenta explicar para Jack sobre o sequestro, o cativeiro, o mundo real e sobre a possibilidade deles escaparem. É demais para o Jack. 

Como já é possível ver no trailer, eles conseguem fugir, e a segunda parte do filme é a adaptação de ambos no mundo fora do quarto. Se eu já estava encantada com a atuação do Jacob Tremblay até esse momento, a partir da fuga, o menino domina o filme de uma forma monstruosa. A atuação de Brie Larson também é impressionante, digna da indicação ao Oscar. Ambos atores conseguem nos emocionar com o trabalho incrível que fizeram. A forte química entre os dois é notável e transborda pela tela. 


O filme nos traz uma história linda de uma relação entre mãe e filho, um drama angustiante do início ao fim, e uma das tantas coisas que eu mais amei no filme, foi a forma sutil que toda tensão foi passada, era nítida a sensação de "estar vendo pelos olhos do Jack", tanto por conta das narrações do menino, como pela forma em que experimentávamos momentos de genuína felicidade em meio ao misto de angustia e revolta. 


Sem dúvidas o filme Room entrou para os meus favoritos, seria uma surpresa pra lá de agradável se o filme levasse a estatueta. Além da indicação de melhor filme e de melhor atriz para Brie Larson, o filme também foi indicado em outras duas categorias: direção e roteiro adaptado. 

O filme estreia nos cinemas brasileiros dia 18/02/2016 e recomendo que todos assistam, é simplesmente maravilhoso.

Trailer:

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