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4 de nov. de 2016

A(mar)

Foto Andreza Souza

Te fiz meu abrigo, e sem te pedir licença me amparei em você. 
Fiz do brilho dos teus olhos meu farol, pois encontrei no teu olhar a promessa de paz para as minhas tempestades, paz para minha alma que andava tão cansada de navegar sem rumo em águas tão turbulentas.
Eu sempre vivi assolada pelo medo de me afogar, lutando freneticamente contra as águas, contra o vento... Queria controlar minha nau, e me ancorar onde houvesse terra firme, onde eu acreditava que havia segurança pra mim. É que eu não conhecia a calmaria do teu mar, não conhecia a sensação de flutuar e simplesmente me deixar levar pelas tuas águas... Foi que você sorriu pra mim, e foi como se o sol raiasse com aquele teu sorriso, o mundo ao meu redor ganhou uma frequência mais leve, mais lenta, mais calma, mais doce. Sem nenhum esforço você aqueceu meu ser desolado, me desarmou. Tuas águas atravessaram minhas defesas. Eu não suportei a sensação de vulnerabilidade e me ancorei em você.  Me ancorei aqui, sem terra firme, e mergulhei. Abandonei minha nau que antes me mantinha distante das águas, e me afoguei no teu mar. Não encontrei a segurança que procurava, da paz só tenho a promessa, mas essa esperança quase surreal me arrasta lentamente para mais dentro, mais perto, mesmo que eu não tenha a tua permissão. Mas me perdoa o mal modo, perdoa a minha invasão, eu confundi gentileza com liberdade, desestabilizei teu equilíbrio, desaguei minha bagunça aqui e não quero mais desancorar.

16 de nov. de 2015

Nós

Foto: Bruna Novaes

Tô com um nó na garganta faz um tempão. Tô tentando desfazê-lo, mas nem sei por onde começar. Acho que vou começar pelo fim, vou começar te falando o que em todos os meus discursos mentais ficaram para o fim, porque em meus ensaios haviam dois possíveis finais: aquele feliz, onde eu nem precisaria terminar de falar, porque o que eu estava falando era o que você também queria me dizer, então eu nem precisaria chegar ao final. E havia aquele final não tão feliz, onde eu perceberia seu olhar assustado, confuso ou até mesmo indiferente, perderia a coragem e jamais te contaria. Então começarei por ele, até porque o que eu tenho para dizer já resume tudo, e por mais que seja  mais complexo para falar, me economiza as palavras, e por ter bem menos a dizer me sinto mais preparada para fazê-lo, ainda muito nervosa, mas pelo menos serei assertiva e conseguirei meu objetivo, ou parte dele. De antemão peço que não se assuste, e se quiser saber o que vem antes do fim não se acanhe em perguntar... 

...Não sei a quem estou enganando com tudo isso, provavelmente irei inventar algo minimamente interessante, só para fugir de contar a verdade, acho que nem mudando de estratégia serei capaz de desfazer esse nó que a minha covardia enlaçou e aperta sem piedade a cada segundo que passa. Morrerei sufocada em meu silêncio Esse é o destino que me resta. Aceitarei minha covardia como uma velha amiga e viverei em paz com essa agonia enquanto me restar fôlego, porque tenho quase certeza que a única maneira de me salvar desse nó cego é arrancado-o, mesmo que isso custe parte de mim e me deixe cicatrizes profundas que jamais poderão ser apagadas. É isso, ou viverei um eterno penar de quem tinha tanto para dizer, mas não conseguiu se libertar de suas próprias amarras.

6 de nov. de 2015

6 on 6 - Natureza

Oi gente! Chegou dia 6 e isso significa que tem 6 on 6! Esse é o meu segundo post do projeto e o tema desse mês é natureza. <3 

Pra quem ainda não conhece o projeto fotográfico 6 on 6 eu explico tudinho no primeiro post clica aqui <- e aproveita e vê as fotos do mês de outubro.

Então vamos as fotos desse mês:



A foto que escolhi para começar foi esta que tirei da última vez que estive em Itapissuma, a foto é na orla eu tirei do píer, esse lugar é lindo, tem uma vista maravilhosa e eu sou apaixonada por esta foto.


Essa foto e tirei na praça em frente minha casa. O céu estava com poucas nuvens nesse dia e o rosa das flores tava fazendo um contraste tão lindo com céu que corri para fotografar e poder mostrar a vocês.



Deixem eu apresentar à vocês essa criatura maravilhosa:  esse é o Heitor, o pavão que mora nos jardins da minha universidade. Tirei essa foto em um sábado pela manhã quando Heitor resolveu dar esse espetáculo. Muito lindo não é gente?



Eu amo conchas, quando pequena sempre que eu ia à praia juntava um monte e trazia pra casa. Essa foto eu tirei na Praia do Forte que fica na Ilha de Itamaracá.


Meu Recife! <3 Pra quem não sabe e sou apaixonada pela minha cidade, adoro andar pelo centro, pelo Recife Antigo, Marco Zero e outro lugares maravilhosos daqui. Essas flores estão na Rua do Sol, o rio da foto é o Capibaribe e do outro lado do rio é a Rua da Aurora.



A última foto é desse pôr do sol maravilhoso que fotografei em um dia de aula normal, o céu estava tão lindo.

Bem, espero que tenham gostado do tema e das fotos desse mês e não deixem de visitar os outros blogs que participam comigo desse projeto:
Escritora por um acaso
Quase Outono
Estúdio de Criação
Thousand Lives to Live
Entre as Letras de um Livro



23 de out. de 2015

Li e conto: Não se Apega Não Isabela Freitas

Fotografias: Mayse Silva

“A vida é uma eterna roda gigante. Ora estamos em cima, ora estamos embaixo.Tudo na vida é mutável, tudo mesmo, inclusive nós. Por isso precisamos aprender a “deixar ir”. Nada é para sempre, por mais que queiramos que seja.” 

Não se Apega Não é um livro difícil de classificar, a princípio achei ser mais algum livro de auto ajuda, o que ele não deixa de ser, mas também pode ser um romance sim. No livro, que é narrado em primeira pessoa, a personagem Isabela nos conta do término de um namoro de 2 anos com um cara que todos achavam ser "o príncipe" e agora está tentando se adaptar a sua nova realidade: a vida de solteira, os comentários das pessoas que achavam que eles ainda deveriam estar juntos,  o sentimento que ainda nutria por ele...



O livro não traz conselhos para garotas esquecerem ex namorados, nem de dicas relacionamento, e muito menos uma fórmula mágica pra ser feliz, na medida que vai contando suas histórias a personagem vai contando o aprendizado que adquiriu. O livro também não fala sobre ser "revoltada' e não amar mais ninguém, Isabela fala sobre o desapego sem perder o romantismo, é amar, mas ter amor próprio também. 


"O desapego é saber se desprender de tudo aquilo que te retém, faz mal e sufoca." 
"Loucos são os que mantêm relacionamentos ruins por medo da solidão."  
“Desapego não é desamor”
"Só é feliz a dois quem já é feliz sozinho." 
Não sabemos ao certo até que ponto as histórias são reais ou não, a autora afirma que não é uma autobiografia, logo muito ou tudo do que está no livro é ficção, apesar da personagem ter o mesmo nome da autora.



As páginas que marcam o final de um capítulo e o início do próximo são vermelhas, no final do capítulo sempre tem algum tuíte com uma frase legal, os títulos de cada capítulo são bem criativos e escritos em letras garrafais.  Isso dar um ar muito legal ao livro. 



Quem estiver afim de uma leitura diferente, recomendo esse livro, como já disse é uma mistura de romance com auto ajuda, e tem sempre uma sacadas muito legais. 

"A vida é assim mesmo… À medida que o tempo passa, as pessoas verdadeiras permanecem e as fracas vão ficando para trás. Temos que levar a vida como uma eterna viagem, na qual os momento permanecem e as pessoas passam."

12 de out. de 2015

Notas sobre ela

Foto: Mayse Silva

Sempre foi exagerada, no bom e no mal sentido. Sempre foi dessas que mergulha de cabeça em tudo. Não importava o quê, ela sempre fechou os olhos e se jogou, torcendo para dar certo, para ter um voo sem turbulências e uma aterrizagem tranquila. Óbvio que quebrou a cara milhões de vezes, mas também já teve surpresas maravilhosas, claro que foram em minoria, mas são essas gotinhas de felicidade que a encoraja a peitar a vida.
Ela é dessas que ama demasiadamente, se dedica de forma incondicional aos seus: família, amigos, amores. Consegue ás vezes ser capaz de colocá-los antes de si, não hesita em socorrer, só é péssima em consolar os outros, já que não consegue conter o choro se choram perto dela.
Tem o riso largo, fácil. Sorri sozinha, sorri até sem motivo ás vezes. Ela acredita que o sorriso é algo mágico, mesmo que nem sempre seja tão espontâneo e verdadeiro, mesmo que em algum momento não haja motivo para sorrir, ainda assim, para ele o riso é o que há de mais próximo da magia nesse mundo.
Ela tem um talento incomum para o drama. Faz tempestade em copo d'água, pra depois se afogar na própria tempestade.
Fria. Embora um pouco de calor humano amenize seu gelo. É que ela tem medo das pessoas, de seus espinhos, suas máscaras. Traumatizou depois dos danos que algumas pessoas lhe causaram. Então aos poucos construiu uma muralha em torno de si, não totalmente indestrutível, mas resistente o bastante para que ela se sinta segura. Mas ao mesmo tempo ela é sensível, tem uma alma leve, fácil de ser tocada.
Chora com tudo, por tudo: de alegria, dor, raiva... chora lendo livros, assistindo de filmes, séries, ouvindo histórias. Ela não vê o choro como algo tão ruim assim, nem sempre lágrimas significam derrota. Para ela o choro é uma fonte que limpa a alma, que expõe todas as turbulências,a deixa mais leve, descarrega todas as agruras do seu interior.
Para ela o local mais seguro do mundo é no meio de um abraço, daqueles bem apertados, que nem precisam de palavras para transmitir sentimentos. Ela gosta de abraços que por si só transbordam.
Nasceu com a alma livre, espírito solto, com gosto para aventuras. Apesar de ter o coração frágil, tem uma coragem de leão, e por mais estranho que pareça, a sua fragilidade é o que lhe torna ainda mais valente. Pois mesmo sabendo que o seu mundo de vidro pode desmoronar com um único passo em falso, ela não tem medo de se arriscar e vê-lo se despedaçando, mas sempre arruma forças para remontá-lo e mais uma vezes meter a cara e se permitir viver.
Ela aprendeu a viver com sua constante falta de equilíbrio, percebeu que as suas repentinas mudanças de humor não são um defeito. É quem ela é: inconstante, mas que isso não é necessariamente algo ruim. Sua facilidade em mudar seu estado de espírito tem suas vantagens, por exemplo: a permite esquecer as mágoas mais rápido, faz com que ela não mantenha esse peso dentro de si por muito tempo. O lado ruim é que ás vezes acorda de mal com a vida, esquece a simpatia e bom humor na cama, mas claro, não dura assim por muito tempo.
Ela é tão complexa quanto qualquer ser humano. Cheia de dilemas, conflitos, manias, paradoxos, manhas. Mas ainda assim tão simples com toda sua pequenez e fragilidade. Vive para amar, vive para viver. Um dia de cada vez, ou vários em um único minuto, com a graça de quem acredita que vida não é só o que os olhos veem, que é muito mais, e que é esse "mais" o que de fato move o mundo.


6 de out. de 2015

6 on 6 - Infância

Oi gente! Outubro começa com novidade no blog! A partir desse mês começa aqui o 6 on 6, que para quem não conhece é um projeto fotográfico onde 6 blogueiros durante 6 meses, posta 6 fotos no dia 6 de cada mês com um tema escolhido. Eu e as meninas (que já já eu apresento) já escolhemos os 6 temas, um mais legal que o outro, aposto que vocês vão amar. 

Para abrir o projeto, nesse mês de outubro o tema escolhido foi infância. As blogueiras que estão junto comigo são: Agatha do blog Quase Outono, Caroline do blog Estúdio de Criação, Gabriella do blog Thousand Lives to Live, a Vitória do blog Escritora por um acaso e a Lara do blog Entre as Letras de um Livro.

Sem mais delongas, vamos as fotografias.


Claro que para iniciar eu escolhi meu grande amor de infância: Alice in Wonderland, que posso assistir mil vezes e não me canso e me apaixono por qualquer releitura da obra. A propósito em julho desse ano completaram 150 anos que o livro Alice's Adventures in Wonderland foi publicado, 150 anos de Alice, dá pra acreditar? 


Já que estamos falando de filme, trago mais dois favoritos, não são da minha infância, claro, mas gente tem como não se apaixonar pelos Minions? Sou louca pelos filmes Despicable me 1 e 2 e mais louca ainda por essas coisinhas fofas amarelas, só falta agora o DVD de Mininos Movie.


Ainda dentro da temática de filmes/histórias do universo infantil, já que não tenho todos os filmes da Disney pelos quais sou apaixonada (quase todos na verdade), tirei essa foto com o lacinho da Minnei Mouse. Quem me conhece sabe que eu sou louca pelo universo da Disney e por contos de fadas, sejam os originais ou releituras, não é à toa que uma das minhas series de TV favorita é Once Upon a Time.


Algumas memórias da infância, fotos que dão uma saudade da época que eu era feliz e nem sabia, sem estresses e preocupações. Na primeira foto dá pra ver que desde pequena sempre amei livros, e nas minhas outras duas fotos sozinhas eu com minha cara de abuso de sempre. As outras 3 fotos são com minha irmã, minha companheira de infância, das brincadeiras, brigas e essas coias de irmãos.


Marshmallows!! Nem precisa ser criança pra gostar de marshmallows. Tirei essa foto domingo, no chá de revelação da minha amiga e gostei tanto que achei que seria legal mostrar a vocês e outra que tudo haver com o tema né?


Guardei a foto mais importante de todas para o final: minha sobrinha linda, a princesa mais linda desse mundo, Eloah. Morro de amores por ela que em palavras nem é possível descrever. Na foto ela esta com o ursinho de infância da titia Lucy.
                                                                                            
Espero que tenham gostado! Nos blogs das meninas que falei no comecinho da postagem, vocês encontrarão também esse mesmo tema. E fiquem ligados 6 de novembro tem mais 6 on 6! 
Para não perder nenhuma publicação do blog curte a nossa fan page no facebook (clica aqui).
E se quiserem sempre ver as publicações do 6 on 6 salvem ESTE LINK, a cada dia 6 tem post novo do projeto!

Beijinhos no coração do vocês!

19 de set. de 2015

Porque ainda te quero, mas não queria te querer

Foto: Bruna Novaes

Porque eu achava que já estava tudo resolvido entre nós, que tudo já havia se resolvido dentro de mim. Porque eu já me sentia livre, e até mesmo pronta para amar novamente. Não sei dizer se isso seria algo que surgiu novamente - seria um amor novo pra todos os efeitos. Ou se sempre esteve aqui, escondido e agora veio à tona. Ou se eu sempre tive consciência de que ainda haviam resquícios desse amor e fingia que não existia e tentava reprimi-lo e matá-lo. Não sei. 
Eu deveria te odiar. Mas talvez te odeie, afinal de contas entre o amor e o ódio a divisão é muito tênue. Não, não te odeio, se de fato odiasse ainda estaria bem longe de você. Ou era tudo aquilo fingimento? E eu não fugia de você, mas do que eu sentia por você? Acho que não, afinal de contas entre o nosso fim e esse recomeço dentro de mim (recomeço?) houveram algumas paixonites, houveram alguns momentos de paz onde acreditei ser auto suficiente e só precisar de mim para ser feliz. 
Não que eu precise de você, afinal de contas aprendi a viver sozinha, não te quero pra me completar, não mais, te quero porque você - apesar de tudo- me traz algo de bom. Sua companhia é uma das melhores, não posso negar. 
Mas espera... de que adianta isso tudo se eu nem ao menos sei o que você sente, pensa ou quer? Claro, claro, estou fazendo novamente - muito bem por sinal- meu papel de idiota. 
Ou talvez nem esteja, talvez não seja impressão minha e você também sinta falta de nós. Será? Depois que o amor serena vira nada? Ou apenas adormece esperando a hora certa de ressurgir? É possível amar alguém mais de uma vez na vida? Isso seria amor mesmo? Ou medo de encontrar outro caminho? De deixar minha zona de conforto, me arriscar pelo desconhecido e escrever algo novo? É difícil encontrar alguma certeza nesse momento. 
Eu sei que ainda te quero, ao mesmo tempo também não quero mais. Não consigo decidir, mas também não quero deixar essa decisão não suas mãos. Gosto de controlar minha vida, ou ao menos fingir que o faço. Mas acho que não tem outro jeito (ou talvez tenha, mas quero fechar meus olhos e fingir que não tem) vou te deixar decidir, sempre estive em suas mãos mesmo, e vou ser bem sincera: não quero sair delas, acho que nunca quis.

9 de set. de 2015

Me falaram de amor, mas eu não sei amar

Foto: Bruna Novaes

Mas o que é o amor mesmo? Porque só conheci suas piores formas. Me falaram que o que eu conheci não era amor, que o amor não machuca, que quando é amor, é para sempre. Mas me contaram também que ás vezes o amor acaba, que nem sempre o amor é correspondido. Outra pessoa me disse que amor verdadeiro é uma via de mão dupla, que se for real, também é recíproco, caso contrário é só ilusão. Me contaram que o amor não nasce da noite para o dia, que é algo que se constrói e que uma vez que ele é bem construído não há nada nem ninguém que possa destruí-lo. Só que também me disseram que o amor é uma grande perda de tempo, que gasta-se forças e tempo em algo que mais cedo ou mais tarde vai ruir mesmo. Eu soube também que o amor só acontece uma vez e que quando ele chega... Ah! A vida se torna uma explosão de cores, que tudo aos poucos vai ganhando vida e que essa vida nunca mais será a mesma uma vez que o amor a inundar. Só que eu também já vi juras de amor eterno se transformar em discursos de ódio e por mais que digam que o amor só é real se for eterno eu posso jurar que antes de se tornar ódio o que eu vi era amor sim. Ou só parecia ser amor? Ou será que nunca foi amor? Será que tudo que ouvi sobre o amor está certo? Ou será que estão todos enganados? Será que o amor não é nada disso? Ou pode ser tudo isso? Será que eu realmente nunca vivi o amor? Ou será que ainda hei de tê-lo? O amor só acontece uma vez? Ou é possível conhecê-lo em mais de uma forma? Será que amar é realmente tão bom assim como alguns afirmam com tanta veemência? Ou será o pesadelo de tantos?
Já ouvi tanto sobre o amor, eu deveria ser perita no assunto, mas na realidade eu não sei o que é amor, nem tão pouco amar.

4 de set. de 2015

Listinha de favoritos: Quem é Você, Alasca? (John Green)

John Green 
"[...] se as pessoas fossem chuva, eu seria garoa e ela, um furacão."
Quem é Você, Alasca? é um dos meus livros favoritos e definitivamente meu livro favorito do John Green, foi o primeiro livro que eu li do autor e até agora nenhum outro, nem mesmo A Culpa é das Estrelas conseguiu me conquistar tanto como esse. 

O livro tem como protagonista Miles Halter, um adolescente que resolve ir estudar em um internato no Alabama por estar cansado da mesmice da sua vida. Miles tem a mania de colecionar últimas palavras e quando questionado porque ir estudar em Culver Creek ele diz que sai em busca do que François Rabelais disse quando estava a beira da morte "O Grande Talvez".

Em Culver Creek ele faz amizade logo de cara com Chip Martin, mais conhecido como Coronel, ele apelida Miles de Gordo e assim que vamos chamá-lo ao longo do livro. Coronel apresenta Gordo aos seus amigos Takumi e Alasca Young.



Alasca é uma verdadeira incógnita para Gordo, ora brincalhona, impetuosa, capaz de bolar os melhores trotes da escola; ora mau humorada, irritante, mandona, ela enlouquece Gordo que não consegue acompanhar, muito menos entender suas variações de humor repentinas.

Gordo se vê apaixonado por Alasca, e ao passo que ele procura um "Grande Talvez", tudo o que Alasca procura é uma forma de sair do que ela chama de "labirinto de sofrimento". Alasca nos arrasta para esse tal labirinto que nada mais é do que a própria vida, ela nos faz refletir sobre a sua efemeridade, sobre como as coias podem estar bem em um dia e no outro tudo muda.

Quem é você, Alasca? é um livro muito envolvente, com uma historia magnífica e cheio das sacadas geniais típicas de John Green. A contagem dos capítulos marca também a passagem do tempo da história, o livro é dividido em antes e depois e a contagem começa com 136 dias antes e assim vai, deixando o leitor curioso e aguardando que algo grande aconteça ao final da contagem.
Fotografias: Mayse Silva

Essa é minha dica de leitura de hoje, quem já leu fique a vontade para deixar nos comentários sua opinião. Gostou? Não? Porque? Quem gosta do trabalho do John Green não pode deixar de ler este livro, como disse no início do post esse pra mim é sem sombra de dúvidas o melhor livro do autor. 
Para o post não ficar muito longo vou postar meus quotes favoritos numa postagem a parte, porque são muitos, e não consegui reduzir tanto. Então em breve faço para vocês uma postagem exclusiva de quotes de Quem é Você, Alasca? ok?

29 de ago. de 2015

Desabafo não intitulado

Foto: Mayse Silva

Eu e minhas tentativas frustradas de tentar mudar o mundo com um gesto. 
É que às vezes ainda penso como uma criança, que acha que para mudar as coisas é só querer. Mas eu esqueço que nem sempre querer é poder, na verdade quase nunca podemos. 
É difícil lidar com os próprios erros, tentar corrigi-los, amenizar os danos… Que dirá dos erros dos outros? Só que eu tenho esse defeito de me sentir responsável por tudo ao meu redor, de achar que posso fazer do mundo um lugar melhor, de que sozinha poderei mudar idéias, acabar com angústias e criar sorrisos. 
Mas não sou nenhuma heroína, não consigo fazer nada disso e todo meu esforço para tal, parece ser em vão. Isso me incomoda, sinto que estou carregando todo peso do mundo todo nas minhas costas.

14 de ago. de 2015

Nota de Despedida

Foto: Andreza Souza
Depois de todo tumulto que foi nossa conversa, depois de todo turbilhão de emoções que você provocou em mim, agora sozinha, finalmente "digeri" o que aconteceu. Repassei cada palavra que você disse, pensei e finalmente cheguei a uma conclusão: 
Meu amor, veja bem, antes de tudo quero que você saiba que eu não te quero mal, não te odeio pelo que você fez, mas quero que entenda que houve um tempo em que realmente o ódio era mais forte do que o amor que um dia senti. E olhe que você foi quem eu mais amei em toda minha vida, nunca me senti daquele jeito com outro alguém e suspeito que nunca mais me sentirei assim, e foi justamente isso que tornou o que você fez pior, quase imperdoável.  Mas mesmo assim te perdoei, muito antes de você me procurar, pois me dei conta que todo aquele ódio só fazia mal a mim mesma, eu estava sucumbindo na minha própria amargura e não tinha outro caminho a não ser o perdão. 
Confesso que não foi nada fácil, te perdoar enquanto eu sabia que você não tinha nenhum arrependimento pelo que havia feito, mesmo sabendo que você sequer olhou para trás quando seguiu em frente, nem ao menos quis saber como eu estava. Mas eu te perdoei, fiz isso porque era o melhor pra mim, eu era a única que revivia aquele passado,  já estava mais do que na hora de seguir em frente. 
Meu bem, eu acredito em cada palavra que você me disse hoje, sei que de fato se arrepende e sei que está disposto a ser alguém melhor. Infelizmente é tarde demais, agora não adianta mais  você se dar conta que tínhamos tudo para dar certo, que formávamos um par perfeito, que eu fui a melhor pessoa que você teve em sua vida, e que me deixar foi o maior erro que já cometeu. 
De fato, tudo era perfeito e eu realmente nunca entendi o porque de você ter ido embora. Mas você se foi, me deixando como única opção seguir em frente também. Aos poucos tudo que eu sentia por você foi se esvaindo, depois de um tempo não restou mais nada, nem amor, nem ódio. 
Me lembro de todos os momentos bons que passamos juntos, de todas as vezes que me fez sorrir, mas nenhuma dessas lembranças são suficientes pra me fazer olhar pra trás. Quero você entenda que eu não  te odeio, mas que também não adianta você procurar amor aonde ele não existe. 
Deixemos então as coisas assim, cada um segue com a sua vida. Sem ressentimentos, eu espero.

22 de jul. de 2015

Listinha de Favoritos- Livro: A Menina que Roubava Livros (Markus Zusak)

Foto: Mayse Silva

Oi gente! Tudo bem com vocês? Hoje eu vim falar de um dos meus queridinhos: o livro A Menina que Roubava Livros, que conta a história de Liesel Meminger e tem uma narradora inusitada: a morte. Ela encontra Liesel pela primeira vez quando seu irmãozinho morre e contra as suas regras, ela passa a acompanhar a trajetória da menina dos anos de 1939 a 1943. 

Esse é um livro que ou você ama, ou você odeia, no meu caso, eu me apaixonei de uma forma inexplicável por ele. Quando comecei a ler pensei em parar a leitura, acho que esse foi o livro que mais levei tempo para ler, no começo achei a narrativa um pouco cansativa e levei um tempo até pegar ritmo na leitura, mas depois de um tempo a leitura flui e comecei a amar essa história.

A história se passa na Alemanha, durante a segunda Guerra Mundial. A morte tem uma maneira bem peculiar de narrar essa história, muitas vezes conta algo que irá acontecer bem depois, sem dar detalhes e depois retorna a narração como se não tivesse dito nada. O livro é repleto que frases lindas que são destacadas durante a narrativa, isso foi algo que me deixou bastante encantada. 

Foto: Mayse Silva

Quanto aos personagens posso dizer que todos são incríveis: Liesel com sua paixão pelos livros. Os Humbermanns cada um com seu jeito peculiar, em especial o Hans, com quem Liesel cria um forte laço afetivo e que arrebatou meu coração com sua doçura. Tem o Rudy, que sonha em ganhar um beijo da Liesel. O judeu Max, que os Humbermanns abrigam por um tempo em sua casa entre outros personagens que são todos, sem dúvidas, memoráveis.

Eu poderia passar o resto da minha vida aqui, falando sobre esse livro, mas vou deixar pra vocês descobrirem os encantos dele sozinhos. Posso garantir que é uma leitura que vale muito a pena, eu não tenho nem palavras certas para descrever com exatidão o meu sentimento em relação a este livro, e espero, de coração que todos vocês um dia leiam esta história. 

Foto: Mayse Silva



16 de jul. de 2015

Brevidade

Foto: Mayse Silva


Não gosto de perder meu tempo em coisas que não deem futuro, já fiz muito isso, mas aprendi minha lição: viver plenamente é pra quem sabe aproveitar os melhores momentos da vida, por menores que sejam. É saber quando é  hora de parar de insistir em algo que tá te fazendo mal.

Eu parei de reclamar do que não tenho e ao invés de ficar sentada me lamuriando, decidi ir atrás do que eu quero. Mas percebi que pode haver perigo nisso. Somos ensinados a nunca desistir dos sonhos, a lutar a todo custo, só que a tarefa mais difícil é ponderar se esse sonho realmente vale a pena, se é realmente algo que sonhamos ou se foi um "sonho" que enfiaram na nossa cabeça, ou se é algo que desejamos para agradar alguém, para ser superior a alguém, ou para ser aceito em determinado grupo ou por determinadas pessoas. 

As vezes acontece de estarmos tão obcecados por algo que perdemos coisas melhores. Quer uma dica? Lute pelo que você quer, mas seja perceptivo a outras oportunidades que a vida te dá e só faça algo se for realmente por você. Danem-se os outros, a vida é sua e ela é muito curta pra desperdiçar com caprichos alheios.

Outra coisa: se você está indo atrás de algo que sirva para sua realização pessoal, ok. Faça todo esforço necessário para dar certo, mude de métodos se preciso, trace uma outro caminho, uma nova rota, e não fique triste enquanto não der certo. Mas se seu esforço é por alguém, pare, imediatamente. Ninguém, repito, ninguém merece seu esforço para mantê-lo por perto. Quem quer ficar, fica. Sejam amigos, um amor, se foi deixe ir, não vale à pena correr atrás. 

Comigo eu só quero quem sente bem ao meu lado, quem está comigo de forma incondicional e por livre e espontânea vontade, sem pedir nada em troca, quem está porque realmente gosta de mim. Eu parei de mendigar amor, parei de forçar amizades que me esqueceram e você deveria fazer o mesmo. Experimenta! Vai ver como vai se sentir mais leve. 

A vida é muito breve para perdermos tempo com o que não importa, pra doar tempo a quem não quer, pra perder a cabeça com coisas que talvez nem valham nosso esforço. Eu aprendi essa lição, e espero que você também consiga.

8 de jul. de 2015

Li e Conto: Belo Desastre (Jamie McGuire)

Foto: Mayse Silva

O livro conta a história de Abby e Travis, que se conhecem em uma das lutas do Travis. Travis é o bonitão da escola, por ser um lutador tem um físico de deixar qualquer garota babando por ele. Travis se interessa por Abby, mas ela está decida a não cair nos encantos dele, e eles acabam por ser tornar melhores amigos, mas um romance promissor estar por vir, apesar da resistência de Abby.

A história é narrada pela Abby, que fugiu de casa com sua melhor amiga America, para estudar em uma faculdade numa cidade distante de onde viviam. Abby que deixar seu passado para trás, o que nos deixa o tempo todo curioso e perguntando o que terá acontecido no passado da Abby que ela deseja com tanta urgência se livrar, e porque ela acha que Travis poderá lhe arrastar de volta a vida que tinha.

Eu gostei bastante do livro, embora a uma certa altura ele perca um pouco o ritmo e acaba ficando meio melancólico. Mas eu amei a leitura, me via torcendo loucamente para ver a Abby e o Travis juntos e vibrando de alegria a cada cena fofa deles.

Eu só não consigo imaginar como será a continuação, porque o livro termina com a história tão bem amarrada. Já quero ler Desastre Iminente e recomendo a leitura de Belo Desastre.
"Eu sabia, no segundo em que te conheci, que havia algo em você que eu precisava. Acabou que não era 'algo' em você. Era simplesmente você"

4 de jul. de 2015

3 séries para assistir nas férias

Julho começou e com ele as férias (embora muita gente já esteja de férias há alguns dias). Nem sempre tem tantas coisas para se fazer nas férias de inverno. Praia com chuva nem pensar, e cá entre nós, nesse friozinho quem tem coragem de sair de casa? A vontade é de passar o dia todinho na cama! Como em casa às vezes bate aquele velho tédio eu trouxe hoje para vocês uma listinha com 3 das séries de TV que eu acompanho, para ajudar vocês a saírem do tédio. 

Foto: Mayse Silva

Então vamos lá! Foi dada a largada! Preparem os chocolates quentes, cafés, chás... e que comecem as maratonas!!!

Minha primeira sugestão é Reign. Uma série perfeita para quem gosta de histórias de época, Reign é  baseada em fatos reais e reconta a história da Rainha Mary Stuart da Escócia, que ainda bebê perdeu seu pai, se tornando a rainha. Para sua própria proteção ela é enviada a França e ainda quando criança é prometida em casamento ao herdeiro do trono francês, o Príncipe Francis. A série é incrível, com personagens memoráveis e a maior do parte do enredo se passa na corte francesa. 
Uma das coisas que eu mais gosto em Reign é como a protogonista vai ganhando vida no decorrer da trama, a forma como Mary vai mudando, amadurecendo eu acho incrível.

Trailer Primeira temporada:



A próxima série é Pretty Little Liars. Se passa na pacata (nem tão pacata assim) cidade de Rosewood, Pensilvânia e acompanha o drama de 4 adolescentes que tinham uma melhor amiga em comum (Aison DiLaurentis) e após 1 ano do desaparecimento de Ali elas passam receber mensagens e ameaças anônimas assinadas por "-A" o que as une novamente. Mas "-A" está disposto a transformar a vida das meninas em um verdadeiro inferno e sempre está um passo à frente de todas as tentativas delas de descobrir quem ele ou ela é e desmascará-lo. Essa é a série que eu acompanho a mais tempo e ainda não consegui me acostumar com as surpresas e reviravoltas dela.

Trailer da primeira temporada:


A última sugestão é Once Upon a Time, que é para os amantes de contos de fadas. A série me encantou já nos primeiros minutos e me encanta cada vez mais, ela mistura todos os contos de fadas que conhecemos mais alguns que nem são tão conhecidos (embora eu conheça quase todos rsrs) e trás uma narrativa única, o decorrer dos episódios vamos conhecendo as histórias individuais de cada personagem através de flahsbacks. 
O enrendo principal gira torno de Emma Swan, que no seu aniversário de 28 anos recebe uma visita inusitada: seu filho de 10 anos que ela havia entregue para adoção, ele diz que ela é filha do Príncipe Encantado e Branca de Neve e que ela está destinada a quebrar uma maldição lançada sobre a cidade que ele mora - Storybrooke, Maine. Ela decide levar o menino para casa e acaba não saindo mais de Storybrooke. 
OUAT é perfeita pois consegue unir tão bem as histórias e as mudanças feitas na história original são sempre perfeitas, isso é o que mais gosto na série, eles conseguem inovar e costurar muito bem todas as histórias.

Trailer primeira temporada:


27 de jun. de 2015

Monólogo

Foto: Milena Silva
Ei menina, deixa eu te contar um segredo, nada de espantoso, mas são coisas que aprendi com a vida e que talvez tenha alguma serventia para você. Eu aprendi menina, que nem sempre temos tudo o que desejamos, que muitas vezes as coisas não acontecem como planejamos e que na maioria das vezes nossos sonhos são apenas sonhos. Descobri que a vida muitas vezes pode ser dura, que de uma hora pra outra temos que crescer, escolher caminhos, tomar algumas decisões e que nem sempre estamos prontos para tal. Me disseram  menina, que se eu não fizer, não haverá ninguém que faça por mim, que terei que dar meus passos sozinho e sabe, muitas vezes foi assim. 

Mas sabe o que eu aprendi também menina? Que se não houvessem dias de chuva, carregados de nuvens cinzas, não saberíamos apreciar o sol. Aprendi que a vida pode até ser injusta, mas que dentro da gente existe uma força inimaginável, e que todas as coisas ruins vem para que possamos revelar essa força. Eu descobri menina, que mesmo que passemos alguns momentos sozinhos, um dia aparecerão anjos em forma de amigos para nos fazer companhia, às vezes até para o resto da vida. Sabe menina, uma vez eu li que devemos sonhar o mais alto que pudermos, porque se não conseguirmos alcançar este sonho, mesmo assim o resultado será maravilhoso. Então sonha menina, sonha! 

O mundo de fato é cruel, eu não vou mentir, mas ainda assim, existe tanta beleza nele! Se por acaso, alguma dia você se sentir tentada a duvidar disso, olhe-se no espelho e verás que existe beleza na alma e são pessoas assim, como você que trazem beleza ao mundo.

Então vive menina, sabendo que ainda vais chorar muito, de alegria ou tristeza e que mesmo as lágrimas de tristeza fazem bem, pois lavam a alma. Mas lembre-se sempre de nunca se entregar a tristeza menina, e mesmo em meio a todo o caos que há, saiba que é possível ter nem que seja uma pontinha de felicidade, basta querer.

23 de jun. de 2015

Li e conto: A Herdeira (Kiera Cass)

Oi gente! Esse o primeiro post sobre livros e eu vou falar da minha leitura mais recente: o livro A Herdeira, da autora Kiera Cass, que é o  da série A Seleção. Depois eu faço uma postagem  falando sobre os três primeiros livros, mas hoje vamos falar sobre A Herdeira.

Foto: Mayse Silva
A Herdeira conta a história da Princesa Eadlyn Schreave, filha mais velha dos Reis Maxon e America Schreave, Eadlyn tem 18 anos e é a herdeira do trono de Iléa, a primeira mulher a ser Rainha por nascimento. Ela tem personalidade muito forte e é bem determinada quando quer (ou não quer) algo, às vezes chega a ser cabeça dura.

O Reino está passando por problemas, e os Reis acham que uma nova Seleção distrairia o povo e faria com que o Rei tivesse mais tempo para lidar com os problemas.Eadlyn não ficou nada satisfeita com ideia, mas depois de muita resistência ela acaba por concordar, pelo bem de Iléa.

São selecionados 35 garotos para irem ao castelo, começa uma nova Seleção. A partir daí vemos como Eadlyn lida com esse processo, mesmo tendo concordado ela ainda odeia a seleção e acaba refletindo isso nos candidatos. Vemos também o relacionamento dela com seus irmãos, em especial seu gêmeo Ahren e muitas vezes ela se lamenta por ter nascido primeiro e ter herdado o trono.

Eu gostei do livro, mas não achei ele tão bom quantos os demais da Seleção, talvez por conta do temperamento de Eadlyn, ela chega a ser irritante às vezes. Mas simpatizei por alguns dos selecionados e já estou torcendo por um deles. O ruim agora é ter que esperar o próximo livro.




12 de jun. de 2015

Pra Sempre? Nem Sempre

Foto: Bruna Novaes

Te conheci num primeiro dia de aula qualquer, era só mais um idiota pra turma, ou ao menos era o que parecia ser. Não que você não seja idiota, afinal qual garoto não é? Ficamos amigos, era sempre eu quem fazia suas lições de casa ou lhe emprestava a minha para que copiasse. Não me importava com isso, gostava de sua companhia e das nossas conversas, gostava de não mais ser a garota solitária e anti social.

Em pouco tempo éramos melhores amigos, você era o único capaz de suportar minhas chatices, meu mau humor matinal, e quase sempre me fazia sorrir com suas piadas idiotas e se gabava do fato de ser o único a conseguir arrancar sorrisos meus. 

Era quase impossível não me sentir bem ao seu lado, e em um curto espaço de tempo, você se tornou tudo pra mim. Acho que foi esse o problema, não percebi o que estava acontecendo, queria sempre estar contigo, o seu abraço já era o meu favorito, já conhecia seu cheiro, sua voz, seus passos... e até  meu incurável mau humor matinal tinha desaparecido: eu acordava feliz porque ia te ver. 

Me apaixonei, mesmo sem saber que estava me apaixonando, mesmo não querendo. Não fiz nenhum esforço para evitar, estava gostando daquele sentimento que me preenchia e me fazia sentir viva. Você correspondia, ou será que era o contrário? Você flertava comigo e eu caía cegamente em seus encantos? Não sei ao certo. 

E num piscar de olhos você se tornou meu tudo: meu namorado e melhor amigo, aquele me acalentava quando eu precisava de um afago, aquele me ouvia quando eu precisava desabafar. Era bem mais do que eu havia sonhado pra mim, mais do que eu poderia querer, era mais do que eu havia pedido aos céus.

Era. Sim, no passado, era. Não foi nem um pouco difícil imaginar um futuro inteiro ao seu lado, mesmo porque você nutria todos os meus sonhos e planos para nós dois, me fez acreditar de éramos feitos um para o outro e que nada abalaria nosso amor. Que ingênua eu fui! Acreditei que tudo aquilo era real, que seu amor por mim era real.

Mas tão depressa quanto nos unimos, você se afastou. Partiu, levando consigo parte do meu coração destroçado, destruindo meu mundo e minha capacidade de sonhar. Eu tinha razão, você é só mais um idiota, mas foi a única felicidade que conheci e me recuso a procurar por outra, é por você que minha alma, agora solitária, grita. Meus instintos ainda procuram abrigo nesse amor quando meu corpo padece de angústia. Sei que devo te esquecer, mas isso significa me esquecer também, você mudou quem eu sou e a cada dia que vivo me lembro de você, te vejo refletido em meus gestos, meus pensamentos. 

As pessoas me dizem pra virar a página, seguir meu coração. Eu te pergunto: Qual dos pedaços devo seguir? Já que foi você quem quebrou, talvez saiba qual dos pedaços me mostre um direção. Vê? Até para seguir em frente eu preciso de você, dos seus conselhos, da sua ajuda. Não sei se essa dor um dia passa, se esse amor um dia acaba. Mas quando isso acabar eu juro que nunca mais amarei de novo, nunca mais.