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4 de nov. de 2016

A(mar)

Foto Andreza Souza

Te fiz meu abrigo, e sem te pedir licença me amparei em você. 
Fiz do brilho dos teus olhos meu farol, pois encontrei no teu olhar a promessa de paz para as minhas tempestades, paz para minha alma que andava tão cansada de navegar sem rumo em águas tão turbulentas.
Eu sempre vivi assolada pelo medo de me afogar, lutando freneticamente contra as águas, contra o vento... Queria controlar minha nau, e me ancorar onde houvesse terra firme, onde eu acreditava que havia segurança pra mim. É que eu não conhecia a calmaria do teu mar, não conhecia a sensação de flutuar e simplesmente me deixar levar pelas tuas águas... Foi que você sorriu pra mim, e foi como se o sol raiasse com aquele teu sorriso, o mundo ao meu redor ganhou uma frequência mais leve, mais lenta, mais calma, mais doce. Sem nenhum esforço você aqueceu meu ser desolado, me desarmou. Tuas águas atravessaram minhas defesas. Eu não suportei a sensação de vulnerabilidade e me ancorei em você.  Me ancorei aqui, sem terra firme, e mergulhei. Abandonei minha nau que antes me mantinha distante das águas, e me afoguei no teu mar. Não encontrei a segurança que procurava, da paz só tenho a promessa, mas essa esperança quase surreal me arrasta lentamente para mais dentro, mais perto, mesmo que eu não tenha a tua permissão. Mas me perdoa o mal modo, perdoa a minha invasão, eu confundi gentileza com liberdade, desestabilizei teu equilíbrio, desaguei minha bagunça aqui e não quero mais desancorar.

27 de jun. de 2016

Último ato

Tudo escuro, um único holofote amarelado, quase apagado  no centro do palco, mas quem se importa? Quem precisa dessa luz? 

Não tem platéia. Não tem ninguém. Não é um espetáculo. E se fosse, quem se arriscaria a entrar aqui, nesse vazio? 

Uma única personagem. Protagonista solitária desse drama. 

Ao redor o ermo de uma solidão infinda e o terror que  assola toda alma solitária. 

Consigo sentir tua presença aqui. Será uma ilusão? Será que por tanto medo desse vazio quero acreditar que há alguém aqui? Não pode ser ilusão, sinto tua presença tão real. Não te vejo, mas sei que estás aqui. Sim, estás aqui! Não sei como, mas estas aqui. E já que viestes, peço-te então que não me abandones enquanto falo. Tenho plena noção do quanto eu posso ser enfadonha, mas permanece comigo, preciso da tua presença para ter a certeza de que  não falo em vão. Preciso de alguém aqui para amenizar os espasmos que essa solidão me causa.



Começo com um adeus. À você, ao amor, à mim. 

Sim, um adeus à mim. 

A mim que por tanto tempo resisti as mudanças que a vida me impôs, que não consegui abrir mão do passado, que parei em um determinado local do tempo, por muito tempo. Preciso me despedir do meu eu, deste eu que me prende às lembranças suas. Deixarei  ele aqui. Darei permissão para que o meu eu fale, que deságue toda sua essência enquanto falo. Vou deixar que quem eu sou escorra através da voz, quem sabe até das lágrimas, e que ache um destino maior que eu, um propósito maior que apenas viver, que apenas amar. Me esvaziarei, para assim poder me encher de um novo eu, um novo ser. 

Te deixarei aqui também, com quem eu sou agora, até porque não imagino outro lugar para quem você foi pra mim, pois por um longo tempo você foi pra mim, esteve em mim, então não me obrigarei a deixar-te. Você foi meu melhor amor. E eu sempre considerei irracional te amar por tanto tempo, me perguntava porque eu não podia ser uma "pessoa normal", capaz de superar, esquecer e dar a volta por cima. Mas era tão lindo o que sentia, mesmo com toda tragédia aqui dentro, mesmo em meio aos cacos do meu coração, havia beleza naquele caos. Uma beleza que eu julguei loucura, mas que nunca foi, hoje que sei que não, na verdade era o estado mais lúcido da minha mente, eu era quem lutava para aboli-lo. Quando me dei conta de que o teu eu que existia em mim não poderia partir tão cedo eu escondi de mim, escondi e menti, disse que já não existia mais, já tinha se ido, e uma mentira bem contada repetida várias vezes acaba se tornando uma verdade. Quer dizer, não é bem uma verdade, é algo que você simplesmente decora, não importa ser real ou não, você prefere ter aquela "certeza" do que se dá ao benefício da dúvida e perceber que você é na realidade um grande mentiroso. A pior espécie de mentiroso, desses que mente para si mesmo. Mentir pra si mesmo é o pior estado que alguém pode chegar. 

Então, um adeus à você.

Por fim, um adeus também ao amor. 

Amor. Essa tragédia da alma humana. Não é à toa que rima tão perfeitamente com dor. Amor. Dor. Que rima  inglória! Dois sentimentos tão opostos. Dois significados tão diferentes. Mas que rimam tão bem, que cabem tão bem dentro do mesmo lugar, da mesma história, do mesmo ser. Mesmo que a gente não goste, mesmo que a gente não queira, mesmo que a gente se iluda e acredite que eles andam em caminhos distintos. Não. Amor é uma dor mascarada, uma dor adoçada, que faz com que entremos em um estado de êxtase de profundidade tal que nem nos damos conta da dor que o acompanha. E não venha me dizer que amor de verdade são só flores. Não é. Nunca foi. E nem será. Toda doçura do amor tem sua dose de veneno. É tipo aquelas promoções: "pague um, leve dois." É sempre assim. O que muda é a proporção. Quem recebe mais doçura nem se dá conta de que no fundo tem o amargo da dor. 

Mas não estou aqui pra desfazer do amor, para transformá-lo em algo ruim, nem para fazer ninguém desistir de amar. Há dores suportáveis e vai de cada um saber medir o quanto que tem de cada coisa e se vale ou não à pena. O que acho? Talvez valha a pena. Mas por hoje irei me despedir. Talvez não para sempre, mas por agora me despeço do amor-dor. 



Ouço sons. Coisas desmoronando. Será que são os escombros desse ermo? Ou são os meus cacos? Acho que aqui só havia espaço pra um, não deveria ter permitido, nem pedido que você permanecesse. 

Mas calma. Não te culpo pelo caos que provocou. Eu quem te autorizei a ficar. Mas também não sou culpada. 

De quem é então a culpa? Há alguma culpa? Se amor é dor, então existem culpados para os traumas causados? Ou são apenas consequências naturais? 
Não sei. Talvez não ninguém tenha essa resposta. Talvez essa resposta nem seja necessária. 

Por hoje chega! O cansaço já é chegado. E com ele o frio da solidão aumenta. 

Solidão? Achei que houvesse companhia no meu vazio. 

Não, não havia. Eram apenas ecos de mim. Sempre estive só. Como disse: quem ousaria adentrar nesse ermo? 

A luz já se finda. Tudo aqui cheira a cansaço. Como em um final de uma batalha sangrenta. 



Fecha- se a cortina. 

Fim do último ato.

5 de mar. de 2016

Às vezes sou complicada, sabe?

Foto: Bruna Novaes

Sei que é pedir muito, mas queria que compreendesse minha existência complexa. Queria que fosse capaz de perdoar minhas manhas, birras e surtos sem motivos. Que conhecesse e entendesse meus traumas, meus medos, anseios. Que soubesse que meu problema não é com você, é com o mundo que só me ofereceu pedras. Nunca conheci as flores.

Eu já tentei  mudar, juro. Mas por um longo tempo esse meu jeito difícil foi meu único escudo para manter as pessoas afastadas, achava que eu fazia bem me isolando. Eu não entendia que decepções fazem parte da vida, não há como evitá-las, o melhor que podemos fazer é tirar lições delas, e seguir.

Mas não estou tentado afastar você, de jeito nenhum. Confesso que ainda sou insegura, ainda tenho medo do futuro, tenho medo das pessoas, tenho medo de quase tudo, na realidade. Mas quero você por perto, e talvez seja a minha insegurança que desperte meu instinto de auto proteção e me faça agir dessa forma. 

Eu também sou orgulhosa, nunca soube dar o braço a torcer, às vezes quando erro tenho vergonha de admitir e voltar atrás para me desculpar. Então quando eu agir de maneira estúpida e depois aparecer com voz mansa e "cara de quem não quer nada", não encare como cinismo, é meu jeito de me desculpar, ainda estou trabalhando com as palavras, você sabe que nunca fui boa em me com elas.

Tenho me sentido só, e sei que em parte, essa solidão é culpa do meu orgulho besta e das minhas atitudes impensadas. Te botei pra fora da minha vida, mas cá entre nós, você também não facilita. 

Já disse, sei que é pedir muito, mas quero que você consiga me entender e seja paciente, eu prometo que vou tentar mudar, se me der flores, se conseguir me fazer enxergar além das pedras e espinhos, pelo menos com você eu  vou tentar. Porque  eu sei que te quero por perto, e essa é uma das poucas certezas que tenho hoje. 

18 de jan. de 2016

Sobrevivente

Foto: Sthefani Oliveira

"Vou ficar bem, prometo." 

Foi o que te disse quando nos despedimos, mas você nunca botou fé nas minhas palavras, quase me fez duvidar de mim. Quase. 

Uma vez me disseram: "menina, você pode qualquer coisa, basta querer, você é forte, sei que é, então nunca deixem que te digam o contrário." Forte, nem tanto. Mas depois desse dia, me convenci de  que talvez houvesse alguma verdade naquela sentença.

Bem, não sou inquebrável, afinal de contas, ninguém é. Pra ser bem sincera me machuco com uma certa facilidade, e sou dessas que não aguenta nem um corte no dedo, que dirá no coração? Mas ainda assim conseguir enfrentar e superar cada trauma. 

Eu sobrevivi à um parto complicado, às quedas da infância, à um acidente de carro, às experiências traumáticas da adolescência, sobrevivi à descoberta dura do que é realmente se apaixonar, aos amores não correspondidos, às feridas no coração, sobrevivi à perda de pessoas queridas que se foram sem que eu pudesse ao menos dizer adeus. 

É, sou uma sobrevivente. A vida sempre foi muito severa comigo, mas foi pra o meu bem, creio eu, pois a cada pancada que tomei criei fibra, me tornei alguém mais resiliente, e a cada dia quando acordo lembro do que me disseram: 
"Você é forte!"  

Remonto cada pedaço meu, que por algum motivo foi estilhaçado, e digo para mim que não importa o quanto desacreditem de mim. Eu sou forte, ou ao menos, tento ser. Se eu consegui sobreviver ao dia de hoje, consigo sobreviver amanhã, e depois de amanhã...

31 de dez. de 2015

Tudo o que eu não fui

Foto: Bruna Novaes


365º dia. É impossível não se deixar ser levado por esse espírito de esperança e pela sensação de recomeço que essa época traz. Último dia do ano. Parece ser a época perfeita para refletir como foi o ano que acabou e fazer planos para o ano que se aproxima, colocar na balança tudo o que alcançamos e o que perdemos, de fazer aquela equação para descobrir se o saldo da sua vida neste ano foi positivo ou negativo.

Sempre fui tentada a achar que meu saldo a cada fim era sempre negativo, pra ser bem sincera nem chegava a montar a equação (sempre odiei matemática), simplesmente pensava que tudo de ruim que tinha me acontecido superava as coias boas e me lamentava por todos os planos e promessas que eu havia feito há exatos 365 dias atrás. Sempre agia como se não importassem as coisas boas que aconteceram durante o ano, as conquistas obtidas (mesmo que não fossem aquelas que eu havia planejado). Eu tinha aquela mania terrível de só reclamar e reclamar. 

Depois de um tempo me dei conta que ficar fazendo planos e promessas, ou ficar lamentando e reclamando do que passou não muda nada. É preciso bem mais que isso pra mudar as coias. 

Então decidi: Preciso lutar pra ter coragem, ao invés de esperar ter coragem pra lutar. Meter a cara mesmo, sabe? Me arriscar, como se cada dia fosse o último. 
Não vale a pena se prender e deixar ser dominado por medos tão mesquinhos e nos privar das nossas conquistas. 

Por isso esse ano eu vou ser tudo o que não fui, não vou tentar ser, ver tutorias de com ser, pensar em ser. Eu vou ser e pronto. Tudo o que eu não fui pra mim. E sei exatamente do que eu preciso, e agora sei que está tudo aqui, bem em baixo do meu nariz. 

Vou correr atrás dos meus sonhos, mas sem fechar os olhos para o que aparecer no caminho, estarei mais atenta ao que a vida me oferece. Não serão distrações, não irão me impedir de alcançar o que quero. Eu só preciso ter a prudência de escolher o que vai ser bom e o que não vai. 

Hoje me dei conta do quanto meus sonhos tomaram rumos diferentes, o quanto que eu mudei, o quanto cresci. Finalmente entendi que a vida não é aquela equação que tem sempre a mesma fórmula, independente das variáveis. Viver é estar sempre em mutação. A cada 24 horas a Terra dá uma volta completa em torno de sim mesma, a cada 365 dias a Terra dá uma volta completa ao redor do sol. Todo ser - vivo ou não- é composto por moléculas que estão em constante movimento e sempre em choque. Ou seja, nada para. Logo, eu não vejo o porquê de ter apenas um sonho e de molda-lo de uma única maneira. Eu posso sonhar o que quiser e realizar de várias formas possíveis, melhor, de todas as formas possíveis. 

Mas não quero muita coisa não, o que mais quero é dobrar os sorrisos, triplicar os abraços, aumentar a felicidade, fazer das coisas boas um hábito. Então para este  ano, eu não vou fazer nenhum pedido, ao invés de imaginar como será o meu novo ano eu farei o meu novo ano da maneira que sonho, da melhor maneira, e sim, serei o melhor que puder, para  mim e para os meus. 

16 de nov. de 2015

Nós

Foto: Bruna Novaes

Tô com um nó na garganta faz um tempão. Tô tentando desfazê-lo, mas nem sei por onde começar. Acho que vou começar pelo fim, vou começar te falando o que em todos os meus discursos mentais ficaram para o fim, porque em meus ensaios haviam dois possíveis finais: aquele feliz, onde eu nem precisaria terminar de falar, porque o que eu estava falando era o que você também queria me dizer, então eu nem precisaria chegar ao final. E havia aquele final não tão feliz, onde eu perceberia seu olhar assustado, confuso ou até mesmo indiferente, perderia a coragem e jamais te contaria. Então começarei por ele, até porque o que eu tenho para dizer já resume tudo, e por mais que seja  mais complexo para falar, me economiza as palavras, e por ter bem menos a dizer me sinto mais preparada para fazê-lo, ainda muito nervosa, mas pelo menos serei assertiva e conseguirei meu objetivo, ou parte dele. De antemão peço que não se assuste, e se quiser saber o que vem antes do fim não se acanhe em perguntar... 

...Não sei a quem estou enganando com tudo isso, provavelmente irei inventar algo minimamente interessante, só para fugir de contar a verdade, acho que nem mudando de estratégia serei capaz de desfazer esse nó que a minha covardia enlaçou e aperta sem piedade a cada segundo que passa. Morrerei sufocada em meu silêncio Esse é o destino que me resta. Aceitarei minha covardia como uma velha amiga e viverei em paz com essa agonia enquanto me restar fôlego, porque tenho quase certeza que a única maneira de me salvar desse nó cego é arrancado-o, mesmo que isso custe parte de mim e me deixe cicatrizes profundas que jamais poderão ser apagadas. É isso, ou viverei um eterno penar de quem tinha tanto para dizer, mas não conseguiu se libertar de suas próprias amarras.

12 de out. de 2015

Notas sobre ela

Foto: Mayse Silva

Sempre foi exagerada, no bom e no mal sentido. Sempre foi dessas que mergulha de cabeça em tudo. Não importava o quê, ela sempre fechou os olhos e se jogou, torcendo para dar certo, para ter um voo sem turbulências e uma aterrizagem tranquila. Óbvio que quebrou a cara milhões de vezes, mas também já teve surpresas maravilhosas, claro que foram em minoria, mas são essas gotinhas de felicidade que a encoraja a peitar a vida.
Ela é dessas que ama demasiadamente, se dedica de forma incondicional aos seus: família, amigos, amores. Consegue ás vezes ser capaz de colocá-los antes de si, não hesita em socorrer, só é péssima em consolar os outros, já que não consegue conter o choro se choram perto dela.
Tem o riso largo, fácil. Sorri sozinha, sorri até sem motivo ás vezes. Ela acredita que o sorriso é algo mágico, mesmo que nem sempre seja tão espontâneo e verdadeiro, mesmo que em algum momento não haja motivo para sorrir, ainda assim, para ele o riso é o que há de mais próximo da magia nesse mundo.
Ela tem um talento incomum para o drama. Faz tempestade em copo d'água, pra depois se afogar na própria tempestade.
Fria. Embora um pouco de calor humano amenize seu gelo. É que ela tem medo das pessoas, de seus espinhos, suas máscaras. Traumatizou depois dos danos que algumas pessoas lhe causaram. Então aos poucos construiu uma muralha em torno de si, não totalmente indestrutível, mas resistente o bastante para que ela se sinta segura. Mas ao mesmo tempo ela é sensível, tem uma alma leve, fácil de ser tocada.
Chora com tudo, por tudo: de alegria, dor, raiva... chora lendo livros, assistindo de filmes, séries, ouvindo histórias. Ela não vê o choro como algo tão ruim assim, nem sempre lágrimas significam derrota. Para ela o choro é uma fonte que limpa a alma, que expõe todas as turbulências,a deixa mais leve, descarrega todas as agruras do seu interior.
Para ela o local mais seguro do mundo é no meio de um abraço, daqueles bem apertados, que nem precisam de palavras para transmitir sentimentos. Ela gosta de abraços que por si só transbordam.
Nasceu com a alma livre, espírito solto, com gosto para aventuras. Apesar de ter o coração frágil, tem uma coragem de leão, e por mais estranho que pareça, a sua fragilidade é o que lhe torna ainda mais valente. Pois mesmo sabendo que o seu mundo de vidro pode desmoronar com um único passo em falso, ela não tem medo de se arriscar e vê-lo se despedaçando, mas sempre arruma forças para remontá-lo e mais uma vezes meter a cara e se permitir viver.
Ela aprendeu a viver com sua constante falta de equilíbrio, percebeu que as suas repentinas mudanças de humor não são um defeito. É quem ela é: inconstante, mas que isso não é necessariamente algo ruim. Sua facilidade em mudar seu estado de espírito tem suas vantagens, por exemplo: a permite esquecer as mágoas mais rápido, faz com que ela não mantenha esse peso dentro de si por muito tempo. O lado ruim é que ás vezes acorda de mal com a vida, esquece a simpatia e bom humor na cama, mas claro, não dura assim por muito tempo.
Ela é tão complexa quanto qualquer ser humano. Cheia de dilemas, conflitos, manias, paradoxos, manhas. Mas ainda assim tão simples com toda sua pequenez e fragilidade. Vive para amar, vive para viver. Um dia de cada vez, ou vários em um único minuto, com a graça de quem acredita que vida não é só o que os olhos veem, que é muito mais, e que é esse "mais" o que de fato move o mundo.


19 de set. de 2015

Porque ainda te quero, mas não queria te querer

Foto: Bruna Novaes

Porque eu achava que já estava tudo resolvido entre nós, que tudo já havia se resolvido dentro de mim. Porque eu já me sentia livre, e até mesmo pronta para amar novamente. Não sei dizer se isso seria algo que surgiu novamente - seria um amor novo pra todos os efeitos. Ou se sempre esteve aqui, escondido e agora veio à tona. Ou se eu sempre tive consciência de que ainda haviam resquícios desse amor e fingia que não existia e tentava reprimi-lo e matá-lo. Não sei. 
Eu deveria te odiar. Mas talvez te odeie, afinal de contas entre o amor e o ódio a divisão é muito tênue. Não, não te odeio, se de fato odiasse ainda estaria bem longe de você. Ou era tudo aquilo fingimento? E eu não fugia de você, mas do que eu sentia por você? Acho que não, afinal de contas entre o nosso fim e esse recomeço dentro de mim (recomeço?) houveram algumas paixonites, houveram alguns momentos de paz onde acreditei ser auto suficiente e só precisar de mim para ser feliz. 
Não que eu precise de você, afinal de contas aprendi a viver sozinha, não te quero pra me completar, não mais, te quero porque você - apesar de tudo- me traz algo de bom. Sua companhia é uma das melhores, não posso negar. 
Mas espera... de que adianta isso tudo se eu nem ao menos sei o que você sente, pensa ou quer? Claro, claro, estou fazendo novamente - muito bem por sinal- meu papel de idiota. 
Ou talvez nem esteja, talvez não seja impressão minha e você também sinta falta de nós. Será? Depois que o amor serena vira nada? Ou apenas adormece esperando a hora certa de ressurgir? É possível amar alguém mais de uma vez na vida? Isso seria amor mesmo? Ou medo de encontrar outro caminho? De deixar minha zona de conforto, me arriscar pelo desconhecido e escrever algo novo? É difícil encontrar alguma certeza nesse momento. 
Eu sei que ainda te quero, ao mesmo tempo também não quero mais. Não consigo decidir, mas também não quero deixar essa decisão não suas mãos. Gosto de controlar minha vida, ou ao menos fingir que o faço. Mas acho que não tem outro jeito (ou talvez tenha, mas quero fechar meus olhos e fingir que não tem) vou te deixar decidir, sempre estive em suas mãos mesmo, e vou ser bem sincera: não quero sair delas, acho que nunca quis.

9 de set. de 2015

Me falaram de amor, mas eu não sei amar

Foto: Bruna Novaes

Mas o que é o amor mesmo? Porque só conheci suas piores formas. Me falaram que o que eu conheci não era amor, que o amor não machuca, que quando é amor, é para sempre. Mas me contaram também que ás vezes o amor acaba, que nem sempre o amor é correspondido. Outra pessoa me disse que amor verdadeiro é uma via de mão dupla, que se for real, também é recíproco, caso contrário é só ilusão. Me contaram que o amor não nasce da noite para o dia, que é algo que se constrói e que uma vez que ele é bem construído não há nada nem ninguém que possa destruí-lo. Só que também me disseram que o amor é uma grande perda de tempo, que gasta-se forças e tempo em algo que mais cedo ou mais tarde vai ruir mesmo. Eu soube também que o amor só acontece uma vez e que quando ele chega... Ah! A vida se torna uma explosão de cores, que tudo aos poucos vai ganhando vida e que essa vida nunca mais será a mesma uma vez que o amor a inundar. Só que eu também já vi juras de amor eterno se transformar em discursos de ódio e por mais que digam que o amor só é real se for eterno eu posso jurar que antes de se tornar ódio o que eu vi era amor sim. Ou só parecia ser amor? Ou será que nunca foi amor? Será que tudo que ouvi sobre o amor está certo? Ou será que estão todos enganados? Será que o amor não é nada disso? Ou pode ser tudo isso? Será que eu realmente nunca vivi o amor? Ou será que ainda hei de tê-lo? O amor só acontece uma vez? Ou é possível conhecê-lo em mais de uma forma? Será que amar é realmente tão bom assim como alguns afirmam com tanta veemência? Ou será o pesadelo de tantos?
Já ouvi tanto sobre o amor, eu deveria ser perita no assunto, mas na realidade eu não sei o que é amor, nem tão pouco amar.

29 de ago. de 2015

Desabafo não intitulado

Foto: Mayse Silva

Eu e minhas tentativas frustradas de tentar mudar o mundo com um gesto. 
É que às vezes ainda penso como uma criança, que acha que para mudar as coisas é só querer. Mas eu esqueço que nem sempre querer é poder, na verdade quase nunca podemos. 
É difícil lidar com os próprios erros, tentar corrigi-los, amenizar os danos… Que dirá dos erros dos outros? Só que eu tenho esse defeito de me sentir responsável por tudo ao meu redor, de achar que posso fazer do mundo um lugar melhor, de que sozinha poderei mudar idéias, acabar com angústias e criar sorrisos. 
Mas não sou nenhuma heroína, não consigo fazer nada disso e todo meu esforço para tal, parece ser em vão. Isso me incomoda, sinto que estou carregando todo peso do mundo todo nas minhas costas.

14 de ago. de 2015

Nota de Despedida

Foto: Andreza Souza
Depois de todo tumulto que foi nossa conversa, depois de todo turbilhão de emoções que você provocou em mim, agora sozinha, finalmente "digeri" o que aconteceu. Repassei cada palavra que você disse, pensei e finalmente cheguei a uma conclusão: 
Meu amor, veja bem, antes de tudo quero que você saiba que eu não te quero mal, não te odeio pelo que você fez, mas quero que entenda que houve um tempo em que realmente o ódio era mais forte do que o amor que um dia senti. E olhe que você foi quem eu mais amei em toda minha vida, nunca me senti daquele jeito com outro alguém e suspeito que nunca mais me sentirei assim, e foi justamente isso que tornou o que você fez pior, quase imperdoável.  Mas mesmo assim te perdoei, muito antes de você me procurar, pois me dei conta que todo aquele ódio só fazia mal a mim mesma, eu estava sucumbindo na minha própria amargura e não tinha outro caminho a não ser o perdão. 
Confesso que não foi nada fácil, te perdoar enquanto eu sabia que você não tinha nenhum arrependimento pelo que havia feito, mesmo sabendo que você sequer olhou para trás quando seguiu em frente, nem ao menos quis saber como eu estava. Mas eu te perdoei, fiz isso porque era o melhor pra mim, eu era a única que revivia aquele passado,  já estava mais do que na hora de seguir em frente. 
Meu bem, eu acredito em cada palavra que você me disse hoje, sei que de fato se arrepende e sei que está disposto a ser alguém melhor. Infelizmente é tarde demais, agora não adianta mais  você se dar conta que tínhamos tudo para dar certo, que formávamos um par perfeito, que eu fui a melhor pessoa que você teve em sua vida, e que me deixar foi o maior erro que já cometeu. 
De fato, tudo era perfeito e eu realmente nunca entendi o porque de você ter ido embora. Mas você se foi, me deixando como única opção seguir em frente também. Aos poucos tudo que eu sentia por você foi se esvaindo, depois de um tempo não restou mais nada, nem amor, nem ódio. 
Me lembro de todos os momentos bons que passamos juntos, de todas as vezes que me fez sorrir, mas nenhuma dessas lembranças são suficientes pra me fazer olhar pra trás. Quero você entenda que eu não  te odeio, mas que também não adianta você procurar amor aonde ele não existe. 
Deixemos então as coisas assim, cada um segue com a sua vida. Sem ressentimentos, eu espero.

9 de ago. de 2015

Heróis da Vida Real


Desde pequeninos vemos na TV super heróis, mostrados com seres dotados de força e poderes especias, capazes de proteger a tudo e a todos, em qualquer circunstância. 
Por vezes desejamos ser igual a eles ou conhecê-los, as vezes não nos damos conta de que temos ao nosso lado o melhor super herói que qualquer um poderia ter: nosso pai.
Ele pode até não ser tão forte e nem tão pouco ter poderes especiais, mas com certeza é a melhor pessoa do mundo para lutar por nós. Está sempre pronto a nos proteger, a nos guiar por este mundo, sempre cheio de amor para dar.
As vezes pode até ser chato, mas sempre sabe o que faz, nós é que muitas vezes não entendemos que aquela "chatice" é para o nosso bem, é para evitar que soframos ou choremos mais na frente, quase nunca entendemos que aquele castigo é para que sejamos pessoas melhores no futuro.
Hoje venho agradecer ao meu pai, por todas as chatices, caras feias e broncas, pois hoje sei que me ajudaram a me tornar quem eu sou: uma adulta responsável, que mesmo não sendo uma filha perfeita hoje sabe reconhecer o valor que tens para mim. Agradeço por ter sido e ainda ser meu super herói, mesmo nem sempre do jeito que eu queria, mas sem dúvidas do jeito que foi melhor para mim.
Venho desejar ao meu pai, e a todos os pais do mundo um feliz dia dos pais, sejam sempre esses heróis da vida real!

25 de jul. de 2015

Aos escritores de papel e de alma



Todo mundo tem um pouco de escritor dentro de si. Todo mundo, mesmo que ainda quando criança, já inventou histórias, já se deixou ser levado pelas asas da imaginação, já se deixou delirar um pouco, já criou o seu próprio "era uma vez."

Me diz: quem nunca compôs, ainda que apenas na mente, aquele discurso para convencer os pais, aquela declaração de amor para alguém especial, aquele pedido de desculpas bem elaborado? 

Então, todo mundo tem seu lado escritor. Mas tem aqueles que deixam essa magia aflorar, que vão fundo nesse universo e trazem para nós presentes de valores inestimáveis. São aqueles que criam textos para o nosso deleite, poemas para o nosso delírio e livros para a nossa felicidade. São aqueles que tornam os nossos dias mais suportáveis, que trazem um colorido especial nesse mundo preto e branco ou que nos despertam para vida, nos mostrando que a vida não é só flores e nos tornando mais sensíveis as dores do próximo.

Hoje o dia é de todos nós, que carregamos no nosso ser um pouco da alma de escritor, mas em especial é o dia daqueles que nos permitem ver a sua alma através das palavras.

Feliz dia do escritor!

16 de jul. de 2015

Brevidade

Foto: Mayse Silva


Não gosto de perder meu tempo em coisas que não deem futuro, já fiz muito isso, mas aprendi minha lição: viver plenamente é pra quem sabe aproveitar os melhores momentos da vida, por menores que sejam. É saber quando é  hora de parar de insistir em algo que tá te fazendo mal.

Eu parei de reclamar do que não tenho e ao invés de ficar sentada me lamuriando, decidi ir atrás do que eu quero. Mas percebi que pode haver perigo nisso. Somos ensinados a nunca desistir dos sonhos, a lutar a todo custo, só que a tarefa mais difícil é ponderar se esse sonho realmente vale a pena, se é realmente algo que sonhamos ou se foi um "sonho" que enfiaram na nossa cabeça, ou se é algo que desejamos para agradar alguém, para ser superior a alguém, ou para ser aceito em determinado grupo ou por determinadas pessoas. 

As vezes acontece de estarmos tão obcecados por algo que perdemos coisas melhores. Quer uma dica? Lute pelo que você quer, mas seja perceptivo a outras oportunidades que a vida te dá e só faça algo se for realmente por você. Danem-se os outros, a vida é sua e ela é muito curta pra desperdiçar com caprichos alheios.

Outra coisa: se você está indo atrás de algo que sirva para sua realização pessoal, ok. Faça todo esforço necessário para dar certo, mude de métodos se preciso, trace uma outro caminho, uma nova rota, e não fique triste enquanto não der certo. Mas se seu esforço é por alguém, pare, imediatamente. Ninguém, repito, ninguém merece seu esforço para mantê-lo por perto. Quem quer ficar, fica. Sejam amigos, um amor, se foi deixe ir, não vale à pena correr atrás. 

Comigo eu só quero quem sente bem ao meu lado, quem está comigo de forma incondicional e por livre e espontânea vontade, sem pedir nada em troca, quem está porque realmente gosta de mim. Eu parei de mendigar amor, parei de forçar amizades que me esqueceram e você deveria fazer o mesmo. Experimenta! Vai ver como vai se sentir mais leve. 

A vida é muito breve para perdermos tempo com o que não importa, pra doar tempo a quem não quer, pra perder a cabeça com coisas que talvez nem valham nosso esforço. Eu aprendi essa lição, e espero que você também consiga.

27 de jun. de 2015

Monólogo

Foto: Milena Silva
Ei menina, deixa eu te contar um segredo, nada de espantoso, mas são coisas que aprendi com a vida e que talvez tenha alguma serventia para você. Eu aprendi menina, que nem sempre temos tudo o que desejamos, que muitas vezes as coisas não acontecem como planejamos e que na maioria das vezes nossos sonhos são apenas sonhos. Descobri que a vida muitas vezes pode ser dura, que de uma hora pra outra temos que crescer, escolher caminhos, tomar algumas decisões e que nem sempre estamos prontos para tal. Me disseram  menina, que se eu não fizer, não haverá ninguém que faça por mim, que terei que dar meus passos sozinho e sabe, muitas vezes foi assim. 

Mas sabe o que eu aprendi também menina? Que se não houvessem dias de chuva, carregados de nuvens cinzas, não saberíamos apreciar o sol. Aprendi que a vida pode até ser injusta, mas que dentro da gente existe uma força inimaginável, e que todas as coisas ruins vem para que possamos revelar essa força. Eu descobri menina, que mesmo que passemos alguns momentos sozinhos, um dia aparecerão anjos em forma de amigos para nos fazer companhia, às vezes até para o resto da vida. Sabe menina, uma vez eu li que devemos sonhar o mais alto que pudermos, porque se não conseguirmos alcançar este sonho, mesmo assim o resultado será maravilhoso. Então sonha menina, sonha! 

O mundo de fato é cruel, eu não vou mentir, mas ainda assim, existe tanta beleza nele! Se por acaso, alguma dia você se sentir tentada a duvidar disso, olhe-se no espelho e verás que existe beleza na alma e são pessoas assim, como você que trazem beleza ao mundo.

Então vive menina, sabendo que ainda vais chorar muito, de alegria ou tristeza e que mesmo as lágrimas de tristeza fazem bem, pois lavam a alma. Mas lembre-se sempre de nunca se entregar a tristeza menina, e mesmo em meio a todo o caos que há, saiba que é possível ter nem que seja uma pontinha de felicidade, basta querer.

12 de jun. de 2015

Pra Sempre? Nem Sempre

Foto: Bruna Novaes

Te conheci num primeiro dia de aula qualquer, era só mais um idiota pra turma, ou ao menos era o que parecia ser. Não que você não seja idiota, afinal qual garoto não é? Ficamos amigos, era sempre eu quem fazia suas lições de casa ou lhe emprestava a minha para que copiasse. Não me importava com isso, gostava de sua companhia e das nossas conversas, gostava de não mais ser a garota solitária e anti social.

Em pouco tempo éramos melhores amigos, você era o único capaz de suportar minhas chatices, meu mau humor matinal, e quase sempre me fazia sorrir com suas piadas idiotas e se gabava do fato de ser o único a conseguir arrancar sorrisos meus. 

Era quase impossível não me sentir bem ao seu lado, e em um curto espaço de tempo, você se tornou tudo pra mim. Acho que foi esse o problema, não percebi o que estava acontecendo, queria sempre estar contigo, o seu abraço já era o meu favorito, já conhecia seu cheiro, sua voz, seus passos... e até  meu incurável mau humor matinal tinha desaparecido: eu acordava feliz porque ia te ver. 

Me apaixonei, mesmo sem saber que estava me apaixonando, mesmo não querendo. Não fiz nenhum esforço para evitar, estava gostando daquele sentimento que me preenchia e me fazia sentir viva. Você correspondia, ou será que era o contrário? Você flertava comigo e eu caía cegamente em seus encantos? Não sei ao certo. 

E num piscar de olhos você se tornou meu tudo: meu namorado e melhor amigo, aquele me acalentava quando eu precisava de um afago, aquele me ouvia quando eu precisava desabafar. Era bem mais do que eu havia sonhado pra mim, mais do que eu poderia querer, era mais do que eu havia pedido aos céus.

Era. Sim, no passado, era. Não foi nem um pouco difícil imaginar um futuro inteiro ao seu lado, mesmo porque você nutria todos os meus sonhos e planos para nós dois, me fez acreditar de éramos feitos um para o outro e que nada abalaria nosso amor. Que ingênua eu fui! Acreditei que tudo aquilo era real, que seu amor por mim era real.

Mas tão depressa quanto nos unimos, você se afastou. Partiu, levando consigo parte do meu coração destroçado, destruindo meu mundo e minha capacidade de sonhar. Eu tinha razão, você é só mais um idiota, mas foi a única felicidade que conheci e me recuso a procurar por outra, é por você que minha alma, agora solitária, grita. Meus instintos ainda procuram abrigo nesse amor quando meu corpo padece de angústia. Sei que devo te esquecer, mas isso significa me esquecer também, você mudou quem eu sou e a cada dia que vivo me lembro de você, te vejo refletido em meus gestos, meus pensamentos. 

As pessoas me dizem pra virar a página, seguir meu coração. Eu te pergunto: Qual dos pedaços devo seguir? Já que foi você quem quebrou, talvez saiba qual dos pedaços me mostre um direção. Vê? Até para seguir em frente eu preciso de você, dos seus conselhos, da sua ajuda. Não sei se essa dor um dia passa, se esse amor um dia acaba. Mas quando isso acabar eu juro que nunca mais amarei de novo, nunca mais.

Bem vindos ao blog Eu Suponho !

Foto: Mayse Silva
Oi gente! É com imenso prazer que dou as boas vindas a todos! Antes de começar os trabalhos de fato quero fazer uma breve apresentação, tanto minha quanto do blog. 
Sou blogueira há quase 3 anos e possuía um blog exclusivamente literário onde eu falava sobre livros, filmes e afins. Depois de um tempo percebi que queria compartilhar mais com os meus leitores, precisava de um espaço que fosse mais "eu", então criei o Eu Suponho, com o intuito de continuar falando sobre o que eu leio e assisto, mas também compartilhar um pouco mais de mim com meus leitores: o que eu escrevo, fotografo, minhas experiências...
Bom, é isso. Mais uma vez sejam bem vindos, espero de coração que gostem daqui, e estou aberta a sugestões, opiniões, qualquer coisa deixa um comentário!
Beijos!