Mostrando postagens com marcador romance. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador romance. Mostrar todas as postagens

27 de jun. de 2016

Último ato

Tudo escuro, um único holofote amarelado, quase apagado  no centro do palco, mas quem se importa? Quem precisa dessa luz? 

Não tem platéia. Não tem ninguém. Não é um espetáculo. E se fosse, quem se arriscaria a entrar aqui, nesse vazio? 

Uma única personagem. Protagonista solitária desse drama. 

Ao redor o ermo de uma solidão infinda e o terror que  assola toda alma solitária. 

Consigo sentir tua presença aqui. Será uma ilusão? Será que por tanto medo desse vazio quero acreditar que há alguém aqui? Não pode ser ilusão, sinto tua presença tão real. Não te vejo, mas sei que estás aqui. Sim, estás aqui! Não sei como, mas estas aqui. E já que viestes, peço-te então que não me abandones enquanto falo. Tenho plena noção do quanto eu posso ser enfadonha, mas permanece comigo, preciso da tua presença para ter a certeza de que  não falo em vão. Preciso de alguém aqui para amenizar os espasmos que essa solidão me causa.



Começo com um adeus. À você, ao amor, à mim. 

Sim, um adeus à mim. 

A mim que por tanto tempo resisti as mudanças que a vida me impôs, que não consegui abrir mão do passado, que parei em um determinado local do tempo, por muito tempo. Preciso me despedir do meu eu, deste eu que me prende às lembranças suas. Deixarei  ele aqui. Darei permissão para que o meu eu fale, que deságue toda sua essência enquanto falo. Vou deixar que quem eu sou escorra através da voz, quem sabe até das lágrimas, e que ache um destino maior que eu, um propósito maior que apenas viver, que apenas amar. Me esvaziarei, para assim poder me encher de um novo eu, um novo ser. 

Te deixarei aqui também, com quem eu sou agora, até porque não imagino outro lugar para quem você foi pra mim, pois por um longo tempo você foi pra mim, esteve em mim, então não me obrigarei a deixar-te. Você foi meu melhor amor. E eu sempre considerei irracional te amar por tanto tempo, me perguntava porque eu não podia ser uma "pessoa normal", capaz de superar, esquecer e dar a volta por cima. Mas era tão lindo o que sentia, mesmo com toda tragédia aqui dentro, mesmo em meio aos cacos do meu coração, havia beleza naquele caos. Uma beleza que eu julguei loucura, mas que nunca foi, hoje que sei que não, na verdade era o estado mais lúcido da minha mente, eu era quem lutava para aboli-lo. Quando me dei conta de que o teu eu que existia em mim não poderia partir tão cedo eu escondi de mim, escondi e menti, disse que já não existia mais, já tinha se ido, e uma mentira bem contada repetida várias vezes acaba se tornando uma verdade. Quer dizer, não é bem uma verdade, é algo que você simplesmente decora, não importa ser real ou não, você prefere ter aquela "certeza" do que se dá ao benefício da dúvida e perceber que você é na realidade um grande mentiroso. A pior espécie de mentiroso, desses que mente para si mesmo. Mentir pra si mesmo é o pior estado que alguém pode chegar. 

Então, um adeus à você.

Por fim, um adeus também ao amor. 

Amor. Essa tragédia da alma humana. Não é à toa que rima tão perfeitamente com dor. Amor. Dor. Que rima  inglória! Dois sentimentos tão opostos. Dois significados tão diferentes. Mas que rimam tão bem, que cabem tão bem dentro do mesmo lugar, da mesma história, do mesmo ser. Mesmo que a gente não goste, mesmo que a gente não queira, mesmo que a gente se iluda e acredite que eles andam em caminhos distintos. Não. Amor é uma dor mascarada, uma dor adoçada, que faz com que entremos em um estado de êxtase de profundidade tal que nem nos damos conta da dor que o acompanha. E não venha me dizer que amor de verdade são só flores. Não é. Nunca foi. E nem será. Toda doçura do amor tem sua dose de veneno. É tipo aquelas promoções: "pague um, leve dois." É sempre assim. O que muda é a proporção. Quem recebe mais doçura nem se dá conta de que no fundo tem o amargo da dor. 

Mas não estou aqui pra desfazer do amor, para transformá-lo em algo ruim, nem para fazer ninguém desistir de amar. Há dores suportáveis e vai de cada um saber medir o quanto que tem de cada coisa e se vale ou não à pena. O que acho? Talvez valha a pena. Mas por hoje irei me despedir. Talvez não para sempre, mas por agora me despeço do amor-dor. 



Ouço sons. Coisas desmoronando. Será que são os escombros desse ermo? Ou são os meus cacos? Acho que aqui só havia espaço pra um, não deveria ter permitido, nem pedido que você permanecesse. 

Mas calma. Não te culpo pelo caos que provocou. Eu quem te autorizei a ficar. Mas também não sou culpada. 

De quem é então a culpa? Há alguma culpa? Se amor é dor, então existem culpados para os traumas causados? Ou são apenas consequências naturais? 
Não sei. Talvez não ninguém tenha essa resposta. Talvez essa resposta nem seja necessária. 

Por hoje chega! O cansaço já é chegado. E com ele o frio da solidão aumenta. 

Solidão? Achei que houvesse companhia no meu vazio. 

Não, não havia. Eram apenas ecos de mim. Sempre estive só. Como disse: quem ousaria adentrar nesse ermo? 

A luz já se finda. Tudo aqui cheira a cansaço. Como em um final de uma batalha sangrenta. 



Fecha- se a cortina. 

Fim do último ato.

5 de mar. de 2016

Às vezes sou complicada, sabe?

Foto: Bruna Novaes

Sei que é pedir muito, mas queria que compreendesse minha existência complexa. Queria que fosse capaz de perdoar minhas manhas, birras e surtos sem motivos. Que conhecesse e entendesse meus traumas, meus medos, anseios. Que soubesse que meu problema não é com você, é com o mundo que só me ofereceu pedras. Nunca conheci as flores.

Eu já tentei  mudar, juro. Mas por um longo tempo esse meu jeito difícil foi meu único escudo para manter as pessoas afastadas, achava que eu fazia bem me isolando. Eu não entendia que decepções fazem parte da vida, não há como evitá-las, o melhor que podemos fazer é tirar lições delas, e seguir.

Mas não estou tentado afastar você, de jeito nenhum. Confesso que ainda sou insegura, ainda tenho medo do futuro, tenho medo das pessoas, tenho medo de quase tudo, na realidade. Mas quero você por perto, e talvez seja a minha insegurança que desperte meu instinto de auto proteção e me faça agir dessa forma. 

Eu também sou orgulhosa, nunca soube dar o braço a torcer, às vezes quando erro tenho vergonha de admitir e voltar atrás para me desculpar. Então quando eu agir de maneira estúpida e depois aparecer com voz mansa e "cara de quem não quer nada", não encare como cinismo, é meu jeito de me desculpar, ainda estou trabalhando com as palavras, você sabe que nunca fui boa em me com elas.

Tenho me sentido só, e sei que em parte, essa solidão é culpa do meu orgulho besta e das minhas atitudes impensadas. Te botei pra fora da minha vida, mas cá entre nós, você também não facilita. 

Já disse, sei que é pedir muito, mas quero que você consiga me entender e seja paciente, eu prometo que vou tentar mudar, se me der flores, se conseguir me fazer enxergar além das pedras e espinhos, pelo menos com você eu  vou tentar. Porque  eu sei que te quero por perto, e essa é uma das poucas certezas que tenho hoje. 

27 de jan. de 2016

Li e Conto: Se Eu Ficar (Gayle Forman)

Fotografias: Mayse Silva

Se Eu Ficar conta a emocionante história de Mia, uma violoncelista extraordinária, que vem de uma família de rockeiros, mas por alguma razão inexplicável se apaixonou pela música clássica. 

A narrativa tem início numa manhã fria e com muita neve, com as aulas e trabalhos suspensos a família de Mia decide ir visitar ( os avós?), Mia está um pouco relutante em ir, pois aguarda sua carta de Juilliard, mas acaba aceitando ir junto.  É quando o acidente acontece, e Mia se vê fora do seu corpo inanimado, e sua família quase toda sem vida.
"No começo, acho que está tudo bem. Primeiro porque ainda consigo ouvir Beethoven. Depois porque estou aqui, imóvel, numa valeta da estrada."
Estou morta? Preciso fazer esta pergunta a mim mesma.Será que estou morta?
Daí em diante vamos acompanhando os acontecimentos no presente - Mia em coma no hospital, porém ciente de tudo o que acontece ao seu redor: seu estado, as percas que teve, e a marcação do tempo é feita pelo horário em que o fato narrado está acontecendo. Ao mesmo tempo que vamos mergulhando em flashbacks, na medida em que Mia vai nos contando sobre sua vida. 


Enquanto fala sobre as visitas que recebe e as conversas que escuta no hospital, Mia vai nos contando sobre sua família, que ganhou toda minha simpatia. Nos conta sobre como decidiu tocar violoncelo, sua trajetória com a música desde então, sobre seu teste para Julliard, e outras coisas. Nos fala sobre seu namorado, Adam, que tem uma banda de rock que está começando a fazer sucesso e também sobre a sua melhor amiga, a Kim. E durante esses "pulos" entre o passado e o presente, Mia tenta ponderar se vale a pena lutar pela sua vida ou se deve simplesmente desistir.

"Se eu ficar. Se eu viver. A escolha é minha."

A história me encantou e me prendeu do início ao fim, eu me apaixonei por quase todos os personagens e fiquei de fato impressionada com a capacidade da autora em construir tantos personagens lindos e trabalhar tão bem todos eles numa trama tão maravilhosa. 

O final do livro me arrancou lágrimas, foi lindo assim como todo livro, pretendo em breve ler o segundo volume - Para Onde Ela Foi -  e volto aqui pra contar à vocês o que achei, mas tenho quase certeza que vou amar também.


Eu separei para vocês o meu quote favorito do livro:
"Mas eu entenderia se você escolhesse o amor, o amor do Adam em vez do amor pela música. Seja qual for a sua escolha vai sair ganhando. Assim como também vai sair perdendo. O que eu posso te dizer? O amor é uma merda."

10 de jan. de 2016

Listinha de Favoritos: Filme The Spectacular Now



The Spectacular Now é uma adaptação do livro de mesmo título, que mistura romance, drama e comédia (como não li o livro, falo baseada no filme). Gira em torno de Sutter (Miles Teller), um garoto que não leva a vida a sério, não tem o menor interesse em terminar os estudos, para ele importa viver o agora. Ele vive sempre bêbado, talvez um reflexo de seus problemas familiares, sempre tentar disfarçar seus problemas com uma boa dose de humor e Whisky.  Sutter já deveria estar no mundo adulto, ter terminado a escola e está construindo seu futuro, porém o jovem "se recusa a crescer".

Aimee (Shailene Woodley) é bem diferente de Sutter, focada em estudar, sonha com um futuro que por conta de seus problemas familiares talvez não seja possível. Aimee se sente responsável pela família, apesar de ter sua mãe e um padrasto, e não consegue viver sua própria vida sem carregar consigo esse peso.


Apesar de diferentes, Sutter e Aimee conseguem se entender, e a convivência causa mudanças em ambas as personagens. O relacionamento deles é marcado por muitos altos e baixos, mas tudo no enredo do filme é aceitável, não tem nada de surreal na história, os acontecimentos são fatos que muitas vezes acontecem no dia a dia dos adolescentes, e acho que é isso que torna o filme tão "espetacular". O filme mostra a alegria da juventude e as incertezas quanto ao futuro, e como cada personagem enfrenta (ou não) seus conflitos.


O filme consegue casar muito bem humor e drama , deixando bem próximo da realidade adolescente, afinal de contas a adolescência é isso: cheia de altos e baixos. Por ser tão simples, mas ao mesmo tempo tão complexo foi que o filme me ganhou. Acho que ele não é tão conhecido, mas na minha opinião vale muito a pena assistir.


5 de jan. de 2016

Li e Conto: P.S Eu Te Amo (Cecelia Ahern)


Holly e Gerry eram o sinônimo de casal perfeito, namoravam desde a adolescência, eram amigos e se amavam muito. Até que algo trágico aconteceu: Gerry falece deixando Holly sozinha e devastada. Por meses Holly fica trancada em sua casa, mal come, chora muito e evita contato com seus amigos e familiares. 
"Sentia saudade de ser amada, de saber que Gerry a observava enquanto assistia à televisão ou jantava. Sentia saudade de sentir o olhar dele sobre ela quando chegava em algum lugar; sentia falta de seus toques, abraços conselhos, palavras de amor." 
Até que um dia a sua mãe lhe diz que na casa dela tem um envelope endereçado a Holly e nele tem escrito "A Lista", um pouco hesitante Holly decide ir até sua mãe pegar o envelope. É quando descobrimos que antes de falecer Gerry escreveu cartas para Holly afim de ajudá-la em seu processo de recuperação. (Não é spoiler, pois são os acontecimentos iniciais do livro.)


Cada envelope contém uma instrução para cada mês, até o mês de dezembro, são coisas que o Gerry pede pra Holly fazer, porque ele sabia o quanto seria difícil para ela recomeçar a vida, já que por muitos anos Gerry foi tudo pra ela. Não tem como falar mais das cartas sem dar spoilers, alguns pedidos são simples, mas são coisas que Holly não faria sem esse "empurrãozinho" de Gerry, ao final de cada pedido/instrução vem sempre a assinatura de Gerry "P.S Eu Te Amo".


Apesar de ficar ansiosa junto com Holly pelo início do mês seguinte para descobrir o que a cartinha seguinte reservava, fiquei por muitas vezes entediada com o livro, pois em alguns momentos a autora enrola muito, passa muito tempo no mesmo canto. O que salvou o livro nos momentos em que não há "cartinha de Gerry", foram os vários momentos divertidos de Holly com a sua família barulhenta e alegre e com os seus amigos, em especial Denise e Sharon.

No final o livro não consegui me surpreender, eu sinceramente esperava um final diferente. Mas ainda assim  indico a leitura,  pois o livro nos mostra que é preciso seguir em frente mesmo que aconteça o pior e mostra que não é fácil, mas que devemos ao menos tentar.
"Mire seu salto para a lua, e se não acertá-la, aterrissará entre as estrelas." 
Adicionar legenda

26 de dez. de 2015

Listinha de Favoritos: Filme Love, Rosie



Hoje eu venho falar com vocês de um filme super lindo que fala sobre amor e amizade. O filme vai contar 12 anos da vida dos protagonista Rosie e Alex. O filme começa pelo final, o que deixa a pessoa curiosa para saber o que aconteceu até chegar ali. Eu já comecei a shippar o casal na primeira cena deles juntos, e sofri a cada revirovolta da trama. 

O filme a princípio parece ser mais um clichê: dois melhores amigos que se gostam, mas não querem estragar a amizade. Bem, é isso, só que a história deles vai se tornar bem mais complicada a partir do momento que Rosie engravida e abandona os planos de ir para faculdade em Boston com Alex. Ela decide não contar a ele, e deixa que ele siga sua vida, pois ela fez planos de entregar a criança para adoção, e voltar aos seus planos de ir à faculdade. Só que mais uma vez a vida de Rosie muda, e ela decide ficar com sua filha e viver um dia de cada vez. 

Daí por diante veremos passar 12 anos da vida dos personagens, sem tanta profundidade, só "parando" em alguns momentos relevantes para a história. Durante todos esses anos Rosie e Alex passam por vários desencontros, vários amores, vários dramas. E  embora numa comédia romantica a gente sempre já saiba de início que o casal principal termina o filme junto, o que torna o filme interessante são as problemáticas vividas pelo casal, e em Love, Rosie, são pequenos acontecimentos que mudam todo o curso da história, o que, na minha opinião deu uma atmosfera bem legal ao filme. Outro ponto muito legal no filme foi a química entre Lily Collins e Sam Claflin que me fez comprar logo de cara a história do casal. 


Quem me conhece bem sabe que eu não sou fã número  de comédias romanticas, gosto de assistir para passar o tempo, por ser filmes em sua grande maioria com uma atmosfera bem leve e divertida, mas Love, Rosie me conquistou e vale a pena a recomendação aqui no blog.

16 de nov. de 2015

Nós

Foto: Bruna Novaes

Tô com um nó na garganta faz um tempão. Tô tentando desfazê-lo, mas nem sei por onde começar. Acho que vou começar pelo fim, vou começar te falando o que em todos os meus discursos mentais ficaram para o fim, porque em meus ensaios haviam dois possíveis finais: aquele feliz, onde eu nem precisaria terminar de falar, porque o que eu estava falando era o que você também queria me dizer, então eu nem precisaria chegar ao final. E havia aquele final não tão feliz, onde eu perceberia seu olhar assustado, confuso ou até mesmo indiferente, perderia a coragem e jamais te contaria. Então começarei por ele, até porque o que eu tenho para dizer já resume tudo, e por mais que seja  mais complexo para falar, me economiza as palavras, e por ter bem menos a dizer me sinto mais preparada para fazê-lo, ainda muito nervosa, mas pelo menos serei assertiva e conseguirei meu objetivo, ou parte dele. De antemão peço que não se assuste, e se quiser saber o que vem antes do fim não se acanhe em perguntar... 

...Não sei a quem estou enganando com tudo isso, provavelmente irei inventar algo minimamente interessante, só para fugir de contar a verdade, acho que nem mudando de estratégia serei capaz de desfazer esse nó que a minha covardia enlaçou e aperta sem piedade a cada segundo que passa. Morrerei sufocada em meu silêncio Esse é o destino que me resta. Aceitarei minha covardia como uma velha amiga e viverei em paz com essa agonia enquanto me restar fôlego, porque tenho quase certeza que a única maneira de me salvar desse nó cego é arrancado-o, mesmo que isso custe parte de mim e me deixe cicatrizes profundas que jamais poderão ser apagadas. É isso, ou viverei um eterno penar de quem tinha tanto para dizer, mas não conseguiu se libertar de suas próprias amarras.

23 de out. de 2015

Li e conto: Não se Apega Não Isabela Freitas

Fotografias: Mayse Silva

“A vida é uma eterna roda gigante. Ora estamos em cima, ora estamos embaixo.Tudo na vida é mutável, tudo mesmo, inclusive nós. Por isso precisamos aprender a “deixar ir”. Nada é para sempre, por mais que queiramos que seja.” 

Não se Apega Não é um livro difícil de classificar, a princípio achei ser mais algum livro de auto ajuda, o que ele não deixa de ser, mas também pode ser um romance sim. No livro, que é narrado em primeira pessoa, a personagem Isabela nos conta do término de um namoro de 2 anos com um cara que todos achavam ser "o príncipe" e agora está tentando se adaptar a sua nova realidade: a vida de solteira, os comentários das pessoas que achavam que eles ainda deveriam estar juntos,  o sentimento que ainda nutria por ele...



O livro não traz conselhos para garotas esquecerem ex namorados, nem de dicas relacionamento, e muito menos uma fórmula mágica pra ser feliz, na medida que vai contando suas histórias a personagem vai contando o aprendizado que adquiriu. O livro também não fala sobre ser "revoltada' e não amar mais ninguém, Isabela fala sobre o desapego sem perder o romantismo, é amar, mas ter amor próprio também. 


"O desapego é saber se desprender de tudo aquilo que te retém, faz mal e sufoca." 
"Loucos são os que mantêm relacionamentos ruins por medo da solidão."  
“Desapego não é desamor”
"Só é feliz a dois quem já é feliz sozinho." 
Não sabemos ao certo até que ponto as histórias são reais ou não, a autora afirma que não é uma autobiografia, logo muito ou tudo do que está no livro é ficção, apesar da personagem ter o mesmo nome da autora.



As páginas que marcam o final de um capítulo e o início do próximo são vermelhas, no final do capítulo sempre tem algum tuíte com uma frase legal, os títulos de cada capítulo são bem criativos e escritos em letras garrafais.  Isso dar um ar muito legal ao livro. 



Quem estiver afim de uma leitura diferente, recomendo esse livro, como já disse é uma mistura de romance com auto ajuda, e tem sempre uma sacadas muito legais. 

"A vida é assim mesmo… À medida que o tempo passa, as pessoas verdadeiras permanecem e as fracas vão ficando para trás. Temos que levar a vida como uma eterna viagem, na qual os momento permanecem e as pessoas passam."

19 de set. de 2015

Porque ainda te quero, mas não queria te querer

Foto: Bruna Novaes

Porque eu achava que já estava tudo resolvido entre nós, que tudo já havia se resolvido dentro de mim. Porque eu já me sentia livre, e até mesmo pronta para amar novamente. Não sei dizer se isso seria algo que surgiu novamente - seria um amor novo pra todos os efeitos. Ou se sempre esteve aqui, escondido e agora veio à tona. Ou se eu sempre tive consciência de que ainda haviam resquícios desse amor e fingia que não existia e tentava reprimi-lo e matá-lo. Não sei. 
Eu deveria te odiar. Mas talvez te odeie, afinal de contas entre o amor e o ódio a divisão é muito tênue. Não, não te odeio, se de fato odiasse ainda estaria bem longe de você. Ou era tudo aquilo fingimento? E eu não fugia de você, mas do que eu sentia por você? Acho que não, afinal de contas entre o nosso fim e esse recomeço dentro de mim (recomeço?) houveram algumas paixonites, houveram alguns momentos de paz onde acreditei ser auto suficiente e só precisar de mim para ser feliz. 
Não que eu precise de você, afinal de contas aprendi a viver sozinha, não te quero pra me completar, não mais, te quero porque você - apesar de tudo- me traz algo de bom. Sua companhia é uma das melhores, não posso negar. 
Mas espera... de que adianta isso tudo se eu nem ao menos sei o que você sente, pensa ou quer? Claro, claro, estou fazendo novamente - muito bem por sinal- meu papel de idiota. 
Ou talvez nem esteja, talvez não seja impressão minha e você também sinta falta de nós. Será? Depois que o amor serena vira nada? Ou apenas adormece esperando a hora certa de ressurgir? É possível amar alguém mais de uma vez na vida? Isso seria amor mesmo? Ou medo de encontrar outro caminho? De deixar minha zona de conforto, me arriscar pelo desconhecido e escrever algo novo? É difícil encontrar alguma certeza nesse momento. 
Eu sei que ainda te quero, ao mesmo tempo também não quero mais. Não consigo decidir, mas também não quero deixar essa decisão não suas mãos. Gosto de controlar minha vida, ou ao menos fingir que o faço. Mas acho que não tem outro jeito (ou talvez tenha, mas quero fechar meus olhos e fingir que não tem) vou te deixar decidir, sempre estive em suas mãos mesmo, e vou ser bem sincera: não quero sair delas, acho que nunca quis.

15 de set. de 2015

Vídeo resenha: A Probabilidade Estatística do Amor à Primeira Vista

Oi Gente! Tem vídeo novo no canal! Resenha de um livro que é um amorzinho. 
Dá play!


Se gostar do vídeo não deixem de se inscrever no canal e de dar joinha! 

Sinopse (Skoob): Com uma certa atmosfera de Um dia, mas voltado para o público jovem adulto, A probabilidade estatística do amor à primeira vista é uma história romântica, capaz de conquistar fãs de todas as idades. Quem imaginaria que quatro minutos poderiam mudar a vida de alguém? Mas é exatamente o que acontece com Hadley. Presa no aeroporto em Nova York, esperando outro voo depois de perder o seu, ela conhece Oliver. Um britânico fofo, que se senta a seu lado na viagem para Londres. Enquanto conversam sobre tudo, eles provam que o tempo é, sim, muito, muito relativo. Passada em apenas 24 horas, a história de Oliver e Hadley mostra que o amor, diferentemente das bagagens, jamais se extravia.

4 de set. de 2015

Listinha de favoritos: Quem é Você, Alasca? (John Green)

John Green 
"[...] se as pessoas fossem chuva, eu seria garoa e ela, um furacão."
Quem é Você, Alasca? é um dos meus livros favoritos e definitivamente meu livro favorito do John Green, foi o primeiro livro que eu li do autor e até agora nenhum outro, nem mesmo A Culpa é das Estrelas conseguiu me conquistar tanto como esse. 

O livro tem como protagonista Miles Halter, um adolescente que resolve ir estudar em um internato no Alabama por estar cansado da mesmice da sua vida. Miles tem a mania de colecionar últimas palavras e quando questionado porque ir estudar em Culver Creek ele diz que sai em busca do que François Rabelais disse quando estava a beira da morte "O Grande Talvez".

Em Culver Creek ele faz amizade logo de cara com Chip Martin, mais conhecido como Coronel, ele apelida Miles de Gordo e assim que vamos chamá-lo ao longo do livro. Coronel apresenta Gordo aos seus amigos Takumi e Alasca Young.



Alasca é uma verdadeira incógnita para Gordo, ora brincalhona, impetuosa, capaz de bolar os melhores trotes da escola; ora mau humorada, irritante, mandona, ela enlouquece Gordo que não consegue acompanhar, muito menos entender suas variações de humor repentinas.

Gordo se vê apaixonado por Alasca, e ao passo que ele procura um "Grande Talvez", tudo o que Alasca procura é uma forma de sair do que ela chama de "labirinto de sofrimento". Alasca nos arrasta para esse tal labirinto que nada mais é do que a própria vida, ela nos faz refletir sobre a sua efemeridade, sobre como as coias podem estar bem em um dia e no outro tudo muda.

Quem é você, Alasca? é um livro muito envolvente, com uma historia magnífica e cheio das sacadas geniais típicas de John Green. A contagem dos capítulos marca também a passagem do tempo da história, o livro é dividido em antes e depois e a contagem começa com 136 dias antes e assim vai, deixando o leitor curioso e aguardando que algo grande aconteça ao final da contagem.
Fotografias: Mayse Silva

Essa é minha dica de leitura de hoje, quem já leu fique a vontade para deixar nos comentários sua opinião. Gostou? Não? Porque? Quem gosta do trabalho do John Green não pode deixar de ler este livro, como disse no início do post esse pra mim é sem sombra de dúvidas o melhor livro do autor. 
Para o post não ficar muito longo vou postar meus quotes favoritos numa postagem a parte, porque são muitos, e não consegui reduzir tanto. Então em breve faço para vocês uma postagem exclusiva de quotes de Quem é Você, Alasca? ok?

14 de ago. de 2015

Nota de Despedida

Foto: Andreza Souza
Depois de todo tumulto que foi nossa conversa, depois de todo turbilhão de emoções que você provocou em mim, agora sozinha, finalmente "digeri" o que aconteceu. Repassei cada palavra que você disse, pensei e finalmente cheguei a uma conclusão: 
Meu amor, veja bem, antes de tudo quero que você saiba que eu não te quero mal, não te odeio pelo que você fez, mas quero que entenda que houve um tempo em que realmente o ódio era mais forte do que o amor que um dia senti. E olhe que você foi quem eu mais amei em toda minha vida, nunca me senti daquele jeito com outro alguém e suspeito que nunca mais me sentirei assim, e foi justamente isso que tornou o que você fez pior, quase imperdoável.  Mas mesmo assim te perdoei, muito antes de você me procurar, pois me dei conta que todo aquele ódio só fazia mal a mim mesma, eu estava sucumbindo na minha própria amargura e não tinha outro caminho a não ser o perdão. 
Confesso que não foi nada fácil, te perdoar enquanto eu sabia que você não tinha nenhum arrependimento pelo que havia feito, mesmo sabendo que você sequer olhou para trás quando seguiu em frente, nem ao menos quis saber como eu estava. Mas eu te perdoei, fiz isso porque era o melhor pra mim, eu era a única que revivia aquele passado,  já estava mais do que na hora de seguir em frente. 
Meu bem, eu acredito em cada palavra que você me disse hoje, sei que de fato se arrepende e sei que está disposto a ser alguém melhor. Infelizmente é tarde demais, agora não adianta mais  você se dar conta que tínhamos tudo para dar certo, que formávamos um par perfeito, que eu fui a melhor pessoa que você teve em sua vida, e que me deixar foi o maior erro que já cometeu. 
De fato, tudo era perfeito e eu realmente nunca entendi o porque de você ter ido embora. Mas você se foi, me deixando como única opção seguir em frente também. Aos poucos tudo que eu sentia por você foi se esvaindo, depois de um tempo não restou mais nada, nem amor, nem ódio. 
Me lembro de todos os momentos bons que passamos juntos, de todas as vezes que me fez sorrir, mas nenhuma dessas lembranças são suficientes pra me fazer olhar pra trás. Quero você entenda que eu não  te odeio, mas que também não adianta você procurar amor aonde ele não existe. 
Deixemos então as coisas assim, cada um segue com a sua vida. Sem ressentimentos, eu espero.

3 de ago. de 2015

Listinha de Favoritos: Filme - Les Misérables

Oi gente! Hoje eu vim falar para vocês sobre mais um dos meus filmes favoritos: Les Misérables (2012), baseado na obra prima de Victor Hugo.

Esse é o musical mais perfeito que eu já assisti em toda minha vida, o filme tem uma história muito tocante e o fato de ele ser todo cantado me encantou demais. É até difícil falar desse filme, não consigo achar palavras certas para descrevê-lo, acho que perfeito é de fato a palavra adequada para tal, porque além de ter um elenco incrível ( Hugh Jackman, Anne Hathaway, Russel Crowe, Amanda Seyfried, Helena Bonham Carter e outros), o filme tem uma história linda e músicas interpretadas de uma forma maravilhosa.

O filme se passa na França, e o primeiro personagem com quem temos contato é  o protagonista Jean Valjean. É o seu último dia de trabalho escravo, ele passou 19 anos preso por roubar um pão para alimentar a família, e mesmo após cumprir sua pena, ainda será marcado como um marginal e estará fadado a viver à margem da sociedade.

Esse filme mostra de fato a miséria da população francesa, como a pobreza, a injustiça, doenças, guerra. Mas também mostra a miséria da alma humana: Jean Valjean em conflito, por depois de 19 anos sendo tratado como um marginal não saber mais quem é; Fantine que após perder seu emprego tentará de tudo para poder sustentar a filha; Javert com sua obsessão em capturar Jean Valjean, o anseio das pessoas por liberdade e outras coisas. 



E através das canções nós mergulhamos dentro da história e dos sentimentos de cada personagem, seus dramas, suas tristezas, seus medos, seus anseios, seus conflitos...
Esse filme mexe muito comigo, eu simplesmente não canso de assisti-lo. Me lembro da primeira vez que vi esse filme, assim que acabou eu pensei: preciso ver este filme outra vez, e assisti novamente no mesmo instante. E eu acho que todo mundo deveria assisti-lo pelo menos uma vez na vida.






22 de jul. de 2015

Listinha de Favoritos- Livro: A Menina que Roubava Livros (Markus Zusak)

Foto: Mayse Silva

Oi gente! Tudo bem com vocês? Hoje eu vim falar de um dos meus queridinhos: o livro A Menina que Roubava Livros, que conta a história de Liesel Meminger e tem uma narradora inusitada: a morte. Ela encontra Liesel pela primeira vez quando seu irmãozinho morre e contra as suas regras, ela passa a acompanhar a trajetória da menina dos anos de 1939 a 1943. 

Esse é um livro que ou você ama, ou você odeia, no meu caso, eu me apaixonei de uma forma inexplicável por ele. Quando comecei a ler pensei em parar a leitura, acho que esse foi o livro que mais levei tempo para ler, no começo achei a narrativa um pouco cansativa e levei um tempo até pegar ritmo na leitura, mas depois de um tempo a leitura flui e comecei a amar essa história.

A história se passa na Alemanha, durante a segunda Guerra Mundial. A morte tem uma maneira bem peculiar de narrar essa história, muitas vezes conta algo que irá acontecer bem depois, sem dar detalhes e depois retorna a narração como se não tivesse dito nada. O livro é repleto que frases lindas que são destacadas durante a narrativa, isso foi algo que me deixou bastante encantada. 

Foto: Mayse Silva

Quanto aos personagens posso dizer que todos são incríveis: Liesel com sua paixão pelos livros. Os Humbermanns cada um com seu jeito peculiar, em especial o Hans, com quem Liesel cria um forte laço afetivo e que arrebatou meu coração com sua doçura. Tem o Rudy, que sonha em ganhar um beijo da Liesel. O judeu Max, que os Humbermanns abrigam por um tempo em sua casa entre outros personagens que são todos, sem dúvidas, memoráveis.

Eu poderia passar o resto da minha vida aqui, falando sobre esse livro, mas vou deixar pra vocês descobrirem os encantos dele sozinhos. Posso garantir que é uma leitura que vale muito a pena, eu não tenho nem palavras certas para descrever com exatidão o meu sentimento em relação a este livro, e espero, de coração que todos vocês um dia leiam esta história. 

Foto: Mayse Silva



11 de jul. de 2015

Primeiro vídeo do canal: Resenha do livro Como Dizer Adeus em Robô

Oi oi gente! Resolvi começar a deixar a vergonha de lado (o que é um pouquinho difícil) e criar um canal no Youtube. Nesse primeiro vídeo eu fiz uma resenha bem curtinha de umas das minhas leituras recentes: Como Dizer Adeus em Robô. 


Espero que tenham gostado do vídeo, ainda estou um pouco nervosa, mas aos poucos irei perdendo essa timidez. Se inscrevam no canal que em breve terão mais vídeos!

Como eu prometi no vídeo aqui estão alguns dos meus trechos favoritos:
"Ao amanhecer, eu estaria com os olhos secos e o sol nunca saberia que eu havia ficado acordada a noite toda."
"Sentimentos fazem com que você enlouqueça." 
"Eu não tinha motivos para me sentir feliz. Estava triste com razão e não seria certo interferir nesse sentimento. Achei que deveria ficar triste por um tempo."


8 de jul. de 2015

Li e Conto: Belo Desastre (Jamie McGuire)

Foto: Mayse Silva

O livro conta a história de Abby e Travis, que se conhecem em uma das lutas do Travis. Travis é o bonitão da escola, por ser um lutador tem um físico de deixar qualquer garota babando por ele. Travis se interessa por Abby, mas ela está decida a não cair nos encantos dele, e eles acabam por ser tornar melhores amigos, mas um romance promissor estar por vir, apesar da resistência de Abby.

A história é narrada pela Abby, que fugiu de casa com sua melhor amiga America, para estudar em uma faculdade numa cidade distante de onde viviam. Abby que deixar seu passado para trás, o que nos deixa o tempo todo curioso e perguntando o que terá acontecido no passado da Abby que ela deseja com tanta urgência se livrar, e porque ela acha que Travis poderá lhe arrastar de volta a vida que tinha.

Eu gostei bastante do livro, embora a uma certa altura ele perca um pouco o ritmo e acaba ficando meio melancólico. Mas eu amei a leitura, me via torcendo loucamente para ver a Abby e o Travis juntos e vibrando de alegria a cada cena fofa deles.

Eu só não consigo imaginar como será a continuação, porque o livro termina com a história tão bem amarrada. Já quero ler Desastre Iminente e recomendo a leitura de Belo Desastre.
"Eu sabia, no segundo em que te conheci, que havia algo em você que eu precisava. Acabou que não era 'algo' em você. Era simplesmente você"

1 de jul. de 2015

Listinha de Favoritos: Filme Le Fabuleux Destin d'Amélie Poulain


"Então, minha querida Amélie, você não tem ossos de vidro. Pode suportar os baques da vida. Se deixar passar essa chance, eventualmente, com o tempo, seu coração ficará tão seco e quebradiço quanto meu esqueleto. Então, vá em frente, pelo amor de Deus."
Acho que esse é o filme mais amorzinho que eu já assisti. Não, ele não é nenhum romance meloso não. O filme conta a história da jovem Amélie Poulain, que foi criada isolada do resto do mundo, estudava em casa, tinha pouco contato afetivo com o pai e perdeu a mãe ainda criança. 

Amélie trabalha, mas no restante do tempo prefere levar uma vida reservada, sem aproximação nem mesmo com os vizinhos. Mas isso vai mudar quando Amélie encontra escondido em seu banheiro uma caixinha com brinquedos e algumas recordações que provavelmente alguma criança que morou ali anteriormente escondeu. Ela então decide devolver essa caixinha ao dono e se ao devolver ela se sentisse tocada mudaria seu jeito de viver, seria uma boa samaritana. Já durante a busca pelo dono vemos a doce Amélie se aproximar mais das pessoas e depois que encontra o dono da caixinha Amélie decide ajudar os que estão a sua volta. Mas Amélie ainda tem medo de amar.


Durante o filme embarcamos nos pensamentos e sentimentos de Amélie e o filme conta com um narrador para nos transmitir o que ela pensa e sente. Além de cenários maravilhosos sempre em cores vibrantes e uma fotografia perfeita, o filme também tem uma trilha sonora belíssima para completar o conjunto. Le Fabuleux Destin d'Amélie Poulain é um dos meus filmes favoritos porque ele me cativou de uma forma única, eu me apaixonei por completo pela protagonista e pela história e recomendo que quem ainda não assistiu não perca tempo.

23 de jun. de 2015

Li e conto: A Herdeira (Kiera Cass)

Oi gente! Esse o primeiro post sobre livros e eu vou falar da minha leitura mais recente: o livro A Herdeira, da autora Kiera Cass, que é o 4° da série A Seleção. Depois eu faço uma postagem  falando sobre os três primeiros livros, mas hoje vamos falar sobre A Herdeira.

Foto: Mayse Silva
A Herdeira conta a história da Princesa Eadlyn Schreave, filha mais velha dos Reis Maxon e America Schreave, Eadlyn tem 18 anos e é a herdeira do trono de Iléa, a primeira mulher a ser Rainha por nascimento. Ela tem personalidade muito forte e é bem determinada quando quer (ou não quer) algo, às vezes chega a ser cabeça dura.

O Reino está passando por problemas, e os Reis acham que uma nova Seleção distrairia o povo e faria com que o Rei tivesse mais tempo para lidar com os problemas.Eadlyn não ficou nada satisfeita com ideia, mas depois de muita resistência ela acaba por concordar, pelo bem de Iléa.

São selecionados 35 garotos para irem ao castelo, começa uma nova Seleção. A partir daí vemos como Eadlyn lida com esse processo, mesmo tendo concordado ela ainda odeia a seleção e acaba refletindo isso nos candidatos. Vemos também o relacionamento dela com seus irmãos, em especial seu gêmeo Ahren e muitas vezes ela se lamenta por ter nascido primeiro e ter herdado o trono.

Eu gostei do livro, mas não achei ele tão bom quantos os demais da Seleção, talvez por conta do temperamento de Eadlyn, ela chega a ser irritante às vezes. Mas simpatizei por alguns dos selecionados e já estou torcendo por um deles. O ruim agora é ter que esperar o próximo livro.




16 de jun. de 2015

Listinha de Favoritos - Filme: The Perks of Being a Wallflower


Hoje eu estava procurando um filme legal pra assistir na Netflix quando vi The Perks of Being a Wallflower (As Vantagens de Ser Invisível) e decidi assistir novamente. 

O filme é uma adaptação do livro de Stephen Chbosky e conta a história de Charlie, um adolescente com problemas que acaba de entrar no Ensino Médio. Durante todo o filme vemos Charlie escrever cartas à um amigo, contando sobre o seu dia a dia, suas tristezas e alegrias, cada novidade, cada drama. 

Charlie não tem amigos ao chegar na escola, mas acaba por fazer algumas amizades que vão fazer toda a diferença, com destaque para Sam (a linda e diva da Emma Watson <3) e Patrick. O filme é bem tocante, todos os personagens são ótimos, mas eu me identifiquei em alguns aspectos com Charlie e Sam, o sonho de Charlie de ser escritor e sua paixão por livros e a ânsia de Sam em ser amada. 

Ainda lembro quando soube da notícia de um filme com o Logan Lerman, Emma Watson e Nina Dobrev no elenco, eu literalmente pirei. Mas não só por conta dos atores - que fazem uma atuação incrível, diga-se de passagem - o filme em geral é muito bom. Depois de assistir o filme pela primeira vez li o livro, que é ainda melhor! E pra quem ainda não assistiu ficar com gostinho de quero mais, separei para vocês algumas falas de uma das minhas cenas favoritas, que é um diálogo de Sam e Charlie.

... - Porque eu e todos que amo escolhemos pessoas que nos tratam como insignificante? -  Nós aceitamos o amor que achamos merecer.
Não pode colocar a vida das pessoas à frente  da sua e achar que isso conta como amor.
Não quero ser a paixonite de ninguém, quero que gostem do meu verdadeiro eu.